<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086</id><updated>2011-04-22T03:07:41.220+01:00</updated><title type='text'>movV (Movimento Quintano)</title><subtitle type='html'>Blogue do Movimento Quintano
&lt;p&gt;
Tema: Quinto Império enquanto destino de Portugal e do Mundo
&lt;p&gt;
&lt;p&gt;
Proposta prática para a refundação do Quinto Império de Vieira, Agostinho e Fernando Pessoa.
&lt;p&gt;
&lt;p&gt;
"Portugal será um dos países condutores do Mundo" Agostinho da Silva
&lt;p&gt;</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>59</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-114354476679659478</id><published>2006-03-28T12:19:00.000+01:00</published><updated>2006-05-04T20:06:10.823+01:00</updated><title type='text'>O "Movimento Quintano" mudou-se!</title><content type='html'>Depois de várias frustações resultantes de erros cada vez mais frequentes no &lt;a href="http://www.blogger.com/"&gt;www.blogger.com&lt;/a&gt; onde está alojado este Blogue, decidi mudar-me para uma plataforma de Blogging que actualmente parece reunir uma grande aprovação na blogoesfera: a WordPress.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi reunir no &lt;a href="http://ogrunho.wordpress.com/"&gt;Quintus&lt;/a&gt; o conteúdo dos três blogues que vinha mantendo, o &lt;a href="http://ogrunho.wordpress.com/"&gt;oGrunho &lt;/a&gt;com maior frequência (normalmente diária) e o &lt;a href="http://movv.blogspot.com/"&gt;Movimento Quintano&lt;/a&gt; e o &lt;a href="http://spacenewspt.blogspot.com/"&gt;SpaceNewsPt&lt;/a&gt;, com menor frequência. Assim, concentrei tudo no novo &lt;a href="http://ogrunho.wordpress.com/"&gt;Quintus&lt;/a&gt; que responde no URL &lt;a href="http://ogrunho.wordpress.com/"&gt;http://ogrunho.wordpress.com/&lt;/a&gt; por uma questão de coerência, mas mudando o nome do Blog para algo mais "neutro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço assim que tenham a paciência de actualizar os vossos links e de concentrar os três blogues no único blog que vou manter daqui em diante e que será:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ogrunho.wordpress.com/"&gt;http://ogrunho.wordpress.com/&lt;/a&gt; (Quintus)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta página vai redireccionar o seu Browser para o novo Blog "Quintus" dentro de segundos...&lt;br /&gt;&lt;META HTTP-EQUIV="Refresh" CONTENT="1;URL=http://ogrunho.wordpress.com"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-114354476679659478?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/114354476679659478/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=114354476679659478' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114354476679659478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114354476679659478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2006/03/o-movimento-quintano-mudou-se.html' title='O &quot;Movimento Quintano&quot; mudou-se!'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-114319367864355366</id><published>2006-03-24T09:47:00.000Z</published><updated>2006-03-24T09:47:58.656Z</updated><title type='text'>Agostinho da Silva: "Dos Dias Monótomos"</title><content type='html'>&lt;em&gt;"É para todos os dias que precisas de educar e afinar a alma; é para te sentires o mesmo em todos os minutos que deves dominar os impulsos e ser obstinadamente calmo ante as dificuldades e os perigos, as alegrias e os triunfos."(...)"O que a vida apresenta de pior não é a violenta catástrofe, mas a monotomia dos momentos semelhantes; numa ou se morre ou se vence, na outra verás que maior número nem venceu nem morreu: flutua sem morte nem esperança. Nãte deixes derrubar pela insignificância dos pequenos movimentos e serás  homem para os grandes; se jamais te faltar coragem para afrontar os dias em que nada se passa, poderás sem receio esperar os tempos em que o mundo se vira."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agostinho da Silva: Ir à Índia sem Abandonar Portugal; Considerações; Outros Textos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agostinho afirma neste passo que o verdadeiro "herói" não é o Homem dos momentos extraordinários, mas o Homem que enfrenta  a monotomia do quotidiano com o mesmo vigor e objectivo. É para o dia-a-dia que devemos preparar e fortalecer o nosso coração, mantendo sempre o supremo objectivo que será, neste contexto quintano, o de instaurar o Quinto Império. As mais pequens acções, os nossos objectivos pessoais e os nossos desejos devem ser suplantados em favor desse objectivo maior e supremo que é o de fazer regressar a Portugal o seu verdadeiro e mais produndo objectivo que é o de desaparecer no seio do Quinto Império.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-114319367864355366?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/114319367864355366/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=114319367864355366' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114319367864355366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114319367864355366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2006/03/agostinho-da-silva-dos-dias-montomos.html' title='Agostinho da Silva: &quot;Dos Dias Monótomos&quot;'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-114288697918111277</id><published>2006-03-20T20:26:00.000Z</published><updated>2006-03-20T20:36:19.200Z</updated><title type='text'>Agostinho da Silva: "Da Emulação"</title><content type='html'>"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Urge quanto antes alargar a reforma radical que as escolas novas fizeram triunfar na experiência; que só haja dois estímulos para o trabalho nas aulas: a comparação de cada dia com o dia anterior e com o dia futuro e o desejo de aumentar o valor, as possibilidades do grupo; por eles se terá a confiança indispensável na capacidade de realizar e a marcha irresistível da seta para o alvo; por eles também o sentido social, o hábito de cooperação, a tolerância e o amor que gera a convivência em vez do isolamento da caverna e de uma agressividade permanente; a vitória de uma ideia de paz sobre uma ideia de guerra.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agostinho da Silva: Ir à Índia sem Abandonar Portugal; Considerações; Outros Textos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis mais um segmento agostiniano que aborda a questão da Pedagogia e da Educação. Agostinho da Silva condensa aqui aquelas que julga serem as duas grandes prioridades de um sistema educativo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) a melhoria do aluno, entendida como "superação de si mesmo" e a  necessidade preemente de uma nítida sensação de "progresso" no Estudo. Isto é, o aluno deve sentir a cada dia, que aprendeu algo de novo, em relação a ontem, e que caminha progressivamente num caminho de progressão na senda do Entendimento de Si e das Coisas que o há de levar a um patamar superior de Si próprio. Assim, a Superação do Ego é alcançada através da Virtude, do Conhecimento e da sua interiorização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) nesta progressão para um patamar superior, o Si, deve agir em concordância, mais do que em concorrência com o Outro. A adopção das prioridades do Grupo, em lugar do mero e fátuo brilho do indíviduo devem prevalecer. Só assim se formarão adultos solidários e capaz de Compaixão e não as bestas individualistas e egotistas da actualidade. Só pela formação em Equipa, se poderão criar cidadãos verdadeiramente cívicos, que ponderem os interesses dos Outros com tanta consideração como ponderam os próprios. Contra a competição invidualizada e hierarquizada do ensino moderno, Agostinho contrapõe um ensino cooperativo e uma avaliação partilhada, criando um sentimento de Grupo e Comunidade em indíviduos a quem a natureza ilude com a grande ilusão da existência do Ego Individual.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-114288697918111277?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/114288697918111277/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=114288697918111277' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114288697918111277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114288697918111277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2006/03/agostinho-da-silva-da-emulao.html' title='Agostinho da Silva: &quot;Da Emulação&quot;'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-114253858368311752</id><published>2006-03-18T00:46:00.000Z</published><updated>2006-03-18T13:14:34.706Z</updated><title type='text'>Agostinho da Silva: "toda a oficina passe a ser uma escola"</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"E quererá também que toda a oficina passe a ser uma escola." (...) "que se não esmaguem as faculdades superiores do operário sob o peso e a monotomia das tarefas sem interesse e sem vida; que se faça a clara distinção entre o homem e a máquina; que, finalmente, se ajude o trabalhador a encontrar na sua ocupação, em todas as ideias que a cercam e a condicionam ou que ela própria provoca, o Bem Supremo da sua vida e da vida dos outros."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;Agostinho da Silva: Ir à Índia sem Abandonar Portugal; Considerações; Outros Textos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Escola de qualquer actividade prática deve ser a própria fábrica. Agostinho, defende que um Ensino abstracto, teórico, não ou mesmo frequentemente anti-experimental e contra-vocacional deve ser abolido. O professor advoga a recriação de um sistema de ensino que promova a criatividade em lugar da memória, a praticabilidade em lugar da memorização mecânica de conceitos abstractos que não serão úteis na vida prática. O que Agostiunho defende é uma espécie de retorno actualizado ao modelo medieval do "Aprendiz" de Ofícios, em que havia uma ligação directa entre Mestre e Aprendiz e onde se conseguiam altos níveis de excelência e empenho. E por toda a "oficina" não quer o Professor reduzir apenas à "oficina", mas a toda e qualquer entidade empresarial, estatal, colectiva ou individual e privada. Todas as células económicas devem participar na formação e educação contínua dos seus membros e dos descendentes dos seus membros. Após um Ensino fundamental, onde se ensinem noções de escrita, leitura, matemática e de línguas, deverá suceder imediatamente um ensino de teor fortemente prático, exercito preferencialmente nas próprias empresas, e transferindo para estas o apoio estatal que hoje se dispersa numa rede ineficiente de escolas secundárias e de ensino superior. Umas e outras, devem ser reduzidas à sua expressão mínima e transmutadas em instituições de apoio, orientação, planeamento e consultoria para o verdadeiro sistema de ensino pós-primário: a Vida Real.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-114253858368311752?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/114253858368311752/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=114253858368311752' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114253858368311752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114253858368311752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2006/03/agostinho-da-silva-toda-oficina-passe.html' title='Agostinho da Silva: &quot;toda a oficina passe a ser uma escola&quot;'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-114229425072521228</id><published>2006-03-15T09:55:00.000Z</published><updated>2006-03-14T23:37:15.626Z</updated><title type='text'>Agostinho da Silva: "Projecto de um mestre" - 2</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Ora o mestre não se fez para rir: é de facto um mestre aquele de que os outros se riem, aquele de que troçam todos os prudentes e todos os bens estabelecidos; pertence-lhe ser extravagante, defender os ideais absurdos, acreditar num futuro de generosidade e de justiça, despojar-se ele próprio de comodidades e de bens, viver incerta vida, ser junto dos irmãos homens e da irmã natureza inteligência e piedade; a ninguém terá rancos, saberá compreender todas as cóleras e todos os desprezos, pagará o mal com o bem, num esforço obstinado para que o ódio desapareça do mundo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Agostinho da Silva: Ir à Índia sem Abandonar Portugal; Considerações; Outros Textos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que um simples "projecto de Mestre", Agostinho fala-nos aqui de um "projecto de Homem"... De um novo tipo de Homem que não receia ir contra as marés nem contra o pensamento dominante, e que não receia o rídiculo nem sequer o peso e a pressão da crítica, mas que resiste sempre de bom humor ao critico mais mordaz. Este novo Homem de Agostinho é ingénuo, ingénuo no sentido de que norteia a sua vida para a Justiça dos seus pares (que são todos os seres viventes, animais juntamente com homens). Budicamente, o Homem de Agostinho (atrevemo-nos a escrever &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Homo Agostinis&lt;/span&gt;...)  inclui a ataraxia dos estóicos sem incluir a sua indiferença, mantendo a Compaixão dos Sutras sempre como sentimento dominante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ideal inantígivel? Talvez... Mas um magnífico ideal, sem dúvida...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-114229425072521228?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/114229425072521228/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=114229425072521228' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114229425072521228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114229425072521228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2006/03/agostinho-da-silva-projecto-de-um_15.html' title='Agostinho da Silva: &quot;Projecto de um mestre&quot; - 2'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-114218884279820783</id><published>2006-03-12T18:37:00.000Z</published><updated>2006-03-13T12:05:04.443Z</updated><title type='text'>Agostinho da Silva: "Projecto de um Mestre"</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"A sua [do mestre] terá sido miníma se o não moveu a tomar o caminho de um mestre um imenso amor da humanidade e a clara inteligência dos destinos a que o espírito chama; errou o que se fez professor e desconfia dos homens, se defende deles, evita ir ao seu encontro de coração aberto, paga falta com falta e se mantém na moral da luta; esse jamais tornará melhores os seus alunos; poderão ser excelentes as palavras que profere; mas o moço que o escuta vai rindo por dentro porque só o exemplo o abala."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agostinho da Silva: Ir à Índia sem Abandonar Portugal; Considerações; Outros Textos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este segmento pertence a um dos numerosos textos didácticos de Agostinho. A Pedagogia foi um dos seus temas favoritos e assim se compreende como também colocava a Educação no centro da vida social e daquilo que devia ser a actividade de um Estado. Escrito a pensar na vertente educativa da vida humana, o texto pode facilmente ser transportado para a vida política...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Mestre" seria assim o líder, ou líderes de uma nação. Não seriam "técnicos" ou "tecnocratas" como agora é moda designá-los, mas Homens, criaturas de coração, princípios e humanidade. Em vez de especialistas em ciências virtuais como a "Economia" ou a "Engenharia", seriam especialistas no Homem. Existe actualmente a obsessão de que só um "Economista" pode ser um bom político, e essa preferência popular é sinal dos próprios tempos em que o economicismo e o "pragmatismo" ocuparam todo o espaço da vida política.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-114218884279820783?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/114218884279820783/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=114218884279820783' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114218884279820783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114218884279820783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2006/03/agostinho-da-silva-projecto-de-um.html' title='Agostinho da Silva: &quot;Projecto de um Mestre&quot;'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-114217125973307390</id><published>2006-03-12T13:47:00.000Z</published><updated>2006-03-12T15:38:30.903Z</updated><title type='text'>Agostinho da Silva: "Eleição de Apolónio"</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Pois bem, Galileu: outra raça e outro século me deram existência: desde moço trilhei uma vereda diferente, a cada passo mais larga e mais plana; o meu ideal na vida, o norte mais distante mas seguro a que rumei foi sempre o de incluir, o de compreender o que de novo me aparecia na frente, não o de me salvar pondo de parte um qualquer elemento da minha humanidade. Não chegarei tão depressa onde tu vais, mas não terei deixado na minha viagens nenhum dos bens que possuía ao partir. Não é o meu lugar no paraíso que me interessa, mas a construção dum paraíso em que possam caber todos os homens e os seres que marcham sob a guia do homem e os que prendeu a natureza e os que se nos afiguram insensíveis e mortos. Decerto me hei-de salvar, mas só no dia em que puder."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agostinho da Silva: Ir à Índia sem Abandonar Portugal; Considerações; Outros Textos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recusa aqui neste passo, o professor "pôr de parte qualquer elemento da minha humanidade". Importa assim compreender o que é ser "humano" e que características são essas que distinguem a espécie humana das demais. É no recentramento sob o Homem que reside a verdadeira Salvação, prometida não no alto das estrelas, mas bem debaixo delas, entre os Homens e no mundo concreto e imediato em que vivemos. Essa reencontrada utopia é a da Paz entre os Homens e o Meio, compreendendo neste seres inanimados e animados. É no recentramento do Homem na Natureza, na vida em respeito permanente com a mesma, que o Homem pode mais facilmente tornar a sentir-se "natural".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, os métodos de exploração mecânicos e industriais da Natureza produzem todos os desiquilibros que agora começamos a observar com especial incidência. A Natureza não poderá suportar por muito mais tempo que uma das suas criaturas a transforme numa coisa, num mero objecto de exploração. A Revolução Industrial e a Revolução Agrícola têm que parar. Mas para que possam parar é preciso que pare antes a Explosão Demográfica, e que pare a fundo. Antes que a Terra fique mais danificada do que já está, e que se torne um inferno para o Homem, e que este seja forçado a reduzir forçadamente os seus próprios números...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-114217125973307390?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/114217125973307390/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=114217125973307390' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114217125973307390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114217125973307390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2006/03/agostinho-da-silva-eleio-de-apolnio.html' title='Agostinho da Silva: &quot;Eleição de Apolónio&quot;'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-114208581228312836</id><published>2006-03-11T14:03:00.000Z</published><updated>2006-03-11T14:11:25.260Z</updated><title type='text'>Agostinho da Silva: " entregarmo-nos depois todos à divina ocupação de reflectir e discutir"</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"[aqueles] que sonham com o século em que seja possível, feito rápidamente, em parte mínima do dia, o trabalho material que houver a realizar, entregarmo-nos depois todos à divina ocupação de reflectir e discutir, de passar em revista as doutrinas dos sábios e os interesses da cidade, de inventar, destruir e recompor o mundo dos sentidos e o mais puro universo das ideias. A fadiga que esmaga um corpo depois de oito ou dez horas em frente de um volante ou de um dia inteiro na faina do campo é um crime contra o Jeová que nos criou à sua imagem, um sacrilégio contra a partícula de fogo eterno que palpita por favor dos deuses em cada um de nós. O trabalho não é virtude, nem honra; antes veria nele necessidade e condenação; é, como se sabe, consequência do pecado original. A reconquista do Éden comportaria para o homem a libertação do trabalho, lavá-lo-ia dessa mancha de animal doméstico sob o jugo, havia de o restituir ao que é seu essencial carácter: o ser pensante."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agostinho da Silva: Ir à Índia sem Abandonar Portugal; Considerações; Outros Textos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis aqui espelhada o pensamento polémico de Agostinho no seu melhor... Fracturante e enviesado às grandes correntes e ao Pensamento Único. Agostinho não pára perante nenhuma verdade assumida "universalmente".... Para o professor, o Trabalho não é fim-em-si da vida humana, nem sequer o Lucro, o motor principal da Economia, mas o Homem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que a espectacular mecanização crescente da produção industrial e agrícola tem aproximado de nós o Sonho agostiniano de uma "sociedade do tempo livre", mas tem também afastado muitos de nós do mercado de trabalho... Agostinho preferiria que essas pessoas não fossem dispensadas, mas que vissem o seu horário de trabalho reduzido para a mesma proporção do tempo recuperado pela mecanização e informatização das actividades económicas. Mas no mundo perverso em que vivemos, onde o Lucro e o "valor accionista" prevalecem sobre tudo, mesmo sobre o Homem ele próprio, em vez de ganhos de qualidade de Vida, vemos perdas, e perdas avassaladoras, que não raro, levam os mais frágeis até ao desespero do suicídio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema económico devia ser orientado para tornar cada um de nós proprietários em parte diversa da empresa onde labora. O cooperativismo de António Sérgio (que Agostinho conheceu pessoalmente na Seara Nova), pode e deve ser ressuscitado... O empregado-patrão da Cooperativa pode assumir assim o seu próprio destino nas suas próprias mãos, realizando o "Homem Pensador", sonhado por Agostinho, que obtenha finalmente tempo para pensar em Si, e na Sociedade que o rodeia, não se deixando mais enredar em popularismos e demagogias e tornando cada um de nós num filósofo ateniense que discursa na Ágora...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-114208581228312836?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/114208581228312836/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=114208581228312836' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114208581228312836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114208581228312836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2006/03/agostinho-da-silva-entregarmo-nos.html' title='Agostinho da Silva: &quot; entregarmo-nos depois todos à divina ocupação de reflectir e discutir&quot;'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-114176500059257461</id><published>2006-03-07T20:55:00.000Z</published><updated>2006-03-08T11:41:22.433Z</updated><title type='text'>Agostinho da Silva: Temístio</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"É certamente admirável o homem que se opõe a todas as espécies de opressão, porque sente que só assim se conseguirá realizar a sua vida, só assim ela estará de acordo com o espírito do mundo; constitui-lhe suficiente imperativo para que arrisque a tranquilidade e bordeje a própria morte o pensamento de que os espíritos nasceram para ser livres e que a liberdade se confunde, na sua forma mais perfeita, com a razão e a justiça, com o bem."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Temístio, porém, coloca-se, creio eu, em plano superior; nenhum interesse pessoal o move porque para si mesmo já alcançou beatitude e a face serena dos eleitos; andam-lhe à volta as paixões e o seu espírito é calmo; ferem-no as pedras dos ataques e os seus lábios sorriem; palavras e gestos não lhe despeetam impulsos, mas razões."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agostinho da Silva: Ir à Índia sem Abandonar Portugal; Considerações; Outros Textos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior combate pessoal que cada um deve travar é o combate contra todas as formas de Opressão, seja ela económica seja ela política. É necessário então combater todas as formas de organização económica que transformam o trabalhador numa simples e mecânica peça da organização e que lhe devolvam a Humanidade. Por isso é tão importante mudar o regime pseudoesclavagista chinês de exploração humana, com jornadas de trabalho de 12 e 16 horas, inexistência de férias e direitos laborais e proibição da greve. Por isso mesmo, também, é necessário todas as formas de opressão política, militar e económica que representam os regimes ditatoriais não democráticos de Esquerda e de Direita e as ocupações militares do Iraque, do Tibete e da Palestina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-114176500059257461?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/114176500059257461/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=114176500059257461' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114176500059257461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114176500059257461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2006/03/agostinho-da-silva-temstio.html' title='Agostinho da Silva: Temístio'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-114167296409871939</id><published>2006-03-06T19:19:00.000Z</published><updated>2006-03-06T19:37:13.943Z</updated><title type='text'>Agostinho da Silva: "Amor do Povo", parte 2</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Interessa-nos o povo porque nele se apresenta um feixe de problemas que solicitam a inteligência e a vontade; um problema de justiça económica, um problema de justiça política, um problema de equilíbrio social, um problema de ascensão à cultura, e de ascensão o mais rápida possível, da massa enorme até hoje tão abandonada e desprezada; logo que eles se resolvam terminarão cuidados e interesses; como se apaga o cálculo que serviu para revelar um valor; temos por ideal constuir e firmar o reino do bem; se houver benefício para o povo, só veio por acréscimo; não é essa, de modo algum, a nossa última tenção."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agostinho da Silva: Ir à Índia sem Abandonar Portugal; Considerações; Outros Textos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agostinho lista aqui as vertentes principais de acção política que entende serem a prioridade de qualquer acção governativa:&lt;br /&gt;1. Justiça Económica;&lt;br /&gt;2. Justiça Política e&lt;br /&gt;3. Ascensão à Cultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como saberão aqueles que lêm regularmente os nossos Posts o Movimento defende a redução do papel do Estado ao seu vector mínimo, a uma espécie de Minarquia.  Este Estado "reduzido" manterá algumas funções dos Estados modernos, mas dedicará a sua energia principal e os recursos disponíveis a estas três áreas:&lt;br /&gt;1. Procurando garantir e vigiar por uma justa e equitativa distribuição dos rendimentos do trabalho e do capital por investidores capitalistas e por trabalhadores&lt;br /&gt;2. Procurará formas avançadas de representativa directa em todas as decisões políticas locais e nacionais que digam directamente respeito aos cidadãos&lt;br /&gt;3. Alocará à Educação (crianças e adolescentes) e à Formação Profissional (adultos) a parcela de leão do seu orçamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as demais actividades, além das da Justiça e da Defesa, serão preferencialmente entregues à iniciativa privada, sob a forma de pagamentos convencionados e de seguros de saúde, de emprego e de reforma protegidos por fundos governamentais públicos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-114167296409871939?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/114167296409871939/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=114167296409871939' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114167296409871939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114167296409871939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2006/03/agostinho-da-silva-amor-do-povo-parte.html' title='Agostinho da Silva: &quot;Amor do Povo&quot;, parte 2'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-114156816862861972</id><published>2006-03-05T14:11:00.000Z</published><updated>2006-03-05T14:27:39.556Z</updated><title type='text'>Agostinho da Silva: "Amor do Povo"</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Estes amam o povo, mas não desejariam, por interesse do próprio amor, que saísse do passo em que se encontra; deleitam-se com a ingenuidade da arte popular, com o imperfeito pensamento, as superstições e as lendas; vêem-se generosos e sensíveis quando se debruçam sobre a classe inferior"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Há também os que adoram o povo e combatem por ele mas pouco mais o julgam do que um meio; a meta é o atingir o domínio do mesmo povo por que parecem sacrificar-se; bate-lhes no peito um coração de altos senhores; se vieram parar a este lado da batalha foi porque os acidentes os repeliram das trincheiras opostas ou aqui viram maneira mais segura de satisfazer o vão desejo de mandar"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agostinho da Silva: Ir à Índia sem Abandonar Portugal; Considerações; Outros Textos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes dois parágrafos isentam o pensamento agostiniano de qualquer vinculação à "Esquerda" ou à "Direita"... Associado à Esquerda depois do seu exílio forçado provocado pelo antigo regime Salazarista, Agostinho foi classificado como alguns como "Esquerdista". Associado à Direita por outros - porventura desiludidos com a sua falta de alinhamento - devido às referências frequentes de Agostinho a um "outro Portugal" e ao "Quinto Império", quiseram ver nele um Nacionalismo filiado à Extrema Direita e cometeram também eles o erro de enclausurarem Agostinho da Silva na apertada gaiola das classificações Direita-Esquerda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mais errado. Agostinho move-se acima destas limitações e bebe a maior parte da influência do seu pensamento político no Portugal Medieval, não em construções abstractas erguidas nos finais do Século XIX a partir do alinhamento (Esquerda) ou da Oposição (Direita) ao pensamento de Karl Marx.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas duas frases, escritas sempre naquele estilo simples e despojado a que nos habitou Agostinho, ilustram bem o que pensava o filósofo sobre aqueles que da Direita preferiam manter o Povo domesticado, mas contido, na suas capacidades e influência dentro da Sociedade, tornando-o numa coisa inferior e obviamente inferior à posição que eles próprios ocupam na Sociedade. O segundo parágrafo, critica a posição das "Esquerdas", onde em nome do Povo de estabelecem "Ditaduras do Proletariado" e onde em nome de Utopias futuras se realizam as maiores barbáries e sacríficios no cumprimento de uma verdadeira vocação parareligiosa que só pode ser satisfeita num Além, neste caso, no Além do Comunismo, que urge alcançar a todo o custo, sobre todos os sacrifícios e incluindo nestes a Liberdade Individual, a Liberdade de Expressão e todo o mais que se julgar necessário sacrificar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, uma e outra formas de encarar o Povo (este capítulo chama-se muito apropriadamente de "Amor do Povo") são formas de exercer o "Mando", meios apenas para obter um fim, que é o Poder. Pretextos, para manter o "Povo" submisso e subalterno, em diferentes modelos de sociedade, mas semelhantes, na existência de uma Élite detentora única do Poder, que exerce a seu bel prazer, a pretexto do "Bem Comum" que só ela se julga capaz de identificar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa Élite existe hoje em Portugal. E exerce o seu mando a partir do Parlamento, dos Media, da Presidência, dos Tribunais... É essa Élite que tem mantido Portugal pequeno e submisso, para que ela própria possa continuar a exercer o seu Império.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-114156816862861972?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/114156816862861972/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=114156816862861972' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114156816862861972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114156816862861972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2006/03/agostinho-da-silva-amor-do-povo.html' title='Agostinho da Silva: &quot;Amor do Povo&quot;'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-114122653903826837</id><published>2006-03-01T15:22:00.000Z</published><updated>2006-03-01T15:23:06.616Z</updated><title type='text'>Agostinho da Silva: Sobre o conceito de "Virtude"</title><content type='html'>Virtude: "(...) &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dando-o como o desejo de superar e não como o desejo de combater; mas de propósito fiquei no que a virtude tem de luta entre a natureza e a vontade.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agostinho da Silva: Ir à Índia sem Abandonar Portugal; Considerações; Outros Textos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta descrição fica condensada a expressão de pacifismo de Agostinho e a afirmação de que o combate que o Homem deve travar, é contra si próprio e não contra os outros Homens, o que aliás está nos antípodas da interpretação que Maquiavel tem do mesmo conceito de "Virtude" (Agostinho critica Maquiavel o "Maquiavelismo" na política em várias ocasiões).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o Professor, Virtude é Superação, superação no Homem da sua Natureza animal e imediatista, por intermédio de uma vontade férrea e determinada de superação de si mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-114122653903826837?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/114122653903826837/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=114122653903826837' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114122653903826837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114122653903826837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2006/03/agostinho-da-silva-sobre-o-conceito-de.html' title='Agostinho da Silva: Sobre o conceito de &quot;Virtude&quot;'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-114113495011354097</id><published>2006-02-28T13:54:00.000Z</published><updated>2006-02-28T13:55:50.126Z</updated><title type='text'>Agostinho da Silva: "É o Império do Espírito Santo entre os homens"</title><content type='html'>"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É o Império do Espírito Santo entre os homens. É não perder nenhuma das características de ser homem e ganhar todas as que se atribuem a Deus. Porque os homens ali, como se vê pelo seu comportamento com as ninfas (Agostinho refere-se aqui ao episódio da "Ilha dos Amores" de Camões), são plenamente homens, comem e bebem no banquete, mas depois estão fora do Tempo e fora do Espaço, como está Deus.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agostinho da Silva: Ir à Índia sem Abandonar Portugal; Considerações; Outros Textos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Império do Espírito Santo é aqui um sinónimo de "Quinto Império". Esta será o Reino da Transcendência, onde o Homem se ultrapassa a si mesmo e deixa de ser Homem. Para Agostinho, a verdadeira função do Homem, o seu vero destino é deixar de o ser, e ultrapassando-se, divinizar-se tornar-se Sobre Humano. O Homem pleno, cumpridor de todas as promessas de fraternidade e universalismo antevistas pelos visionários do Quinto Império, desde Vieira a Pessoa, passando por Bandarra é o Sobre Humano de Agostinho, o Homem do Império do Espírito Santo e contemporâneo e fundador do Quinto Império.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-114113495011354097?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/114113495011354097/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=114113495011354097' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114113495011354097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114113495011354097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2006/02/agostinho-da-silva-o-imprio-do-esprito.html' title='Agostinho da Silva: &quot;É o Império do Espírito Santo entre os homens&quot;'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-114078368921888722</id><published>2006-02-25T14:01:00.000Z</published><updated>2006-02-25T14:35:48.516Z</updated><title type='text'>Agostinho da Silva: "A Europa não presta para nada"</title><content type='html'>"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;...A Europa não presta para nada, a Europa não se entende, porque se está a querer fazer uma coisa nova numa trapalhada velha... São aqueles Estados centralistas do Luíx XI, e aquela coisa toda... O que se deve é chegar a outra coisa muito mais importante: à liberdade cultural de cada homem! Já não se trata de esta região ou aquela ser desta ou daquela maneira: trata-se de ser à sua maneira cada pessoa! Temos de levar o mundo a um tal tipo de organização que permita a identidade cultural de cada homem, sem sofrer nenhuma espécie de atropelo.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agostinho da Silva: Ir à Índia sem Abandonar Portugal; Considerações; Outros Textos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por "Europa" Agostinho não se referia directamente nem aos povos que compoem o Continente, nem sequer as suas Nações, mas a União Europeia que agora tenta vestir o nome "Europa", com dignidade e autoridade duvidosa. É à União Europeia verdadeira caótica manta de retalhos onde cada retalho tenta imprimir uma maior força centrífuga à rotação do todo em torno da eurocracia de Bruxelas que Agostinho da Silva critica. O professor não reconhece numa Europa de interesses contrários e egoístas a viabilidade para a construção de um verdadeiro modelo europeu de Futuro, e nós também não... Esta Europa não passa de uma Federação de interesses de uns poucos, que serve escassos à custa dos muito, sacrificando o Sonho dos pais fundadores da CECA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agostinho acreditava que o verdadeiro núcleo de uma Europa recentrada sobre si mesma, e humanizante e não maquinista estava muito mais no Homem, do que no "Estado". Defendia assim uma descentralização absoluta, reduzindo os níveis multiplos que separam o cidadão do decisor e a armação política que ergueram em torno de nós para nos afastar da política e tornar a Democracia cada vez mais "representativa" e menos "participativa".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-114078368921888722?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/114078368921888722/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=114078368921888722' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114078368921888722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114078368921888722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2006/02/agostinho-da-silva-europa-no-presta.html' title='Agostinho da Silva: &quot;A Europa não presta para nada&quot;'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-114078803128516088</id><published>2006-02-24T13:31:00.000Z</published><updated>2006-02-24T16:48:53.496Z</updated><title type='text'>Agostinho da Silva: "o povo português achou que digno de imperar no Espírito Santo era a criança"</title><content type='html'>"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Então, o povo português achou que digno de imperar no Espírito Santo (quer dizer, de ser o Rei, a figura principal do império futuro, da futura idade do mundo), era a criança. Com a sua imaginação, a sua alegria, a sua capacidade de perguntar, todas essas coisas.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agostinho da Silva: Ir à Índia sem Abandonar Portugal; Considerações; Outros Textos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria assim esta a imagem que deveriamos transportar em nós como ideal humano. O Quinto Imperador é uma espécie de projecção daquilo que cada cidadão deve procurar cumprir. Os conceitos principais do Homem novo (mas renovado) de Agostinho surgem aqui muito claramente enunciados:&lt;br /&gt;Imaginação&lt;br /&gt;Alegria&lt;br /&gt;Capacidade de Perguntar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Predomínio da Imaginação sobre a Memória; privilegiando um ensino novo sobre a Escolástica e os métodos convencionais de Ensino ainda em uso extenso pelas nossas Universidades e Escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Predomínio da Alegria sobre a Melancolia, tão favorecida pela presença opressiva do Catolicismo na Alma Portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Predomínio da Interrogação sobre a Realidade e o Eu, contra a vã, muda e cega aceitação automática das "Verdades" que nos são impostas a partir do Exterior, nomeadamente a partir da Europa e de Além dos Pirinéus. Recentramente do Homem na Economia e Reposicionamento da Cultura Portuguesa sobre o seu centro medieval e mais profundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-114078803128516088?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/114078803128516088/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=114078803128516088' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114078803128516088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114078803128516088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2006/02/agostinho-da-silva-o-povo-portugus.html' title='Agostinho da Silva: &quot;o povo português achou que digno de imperar no Espírito Santo era a criança&quot;'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-114057033796773736</id><published>2006-02-24T13:05:00.000Z</published><updated>2006-02-24T12:48:19.053Z</updated><title type='text'>Portal da Língua Galega</title><content type='html'>No &lt;a href="http://www.agal-gz.org/"&gt;Portal da Língua Galega&lt;/a&gt; encontramos diversa informação sobre o nosso irmão portugalês do Norte e sobre o movimento reintegracionista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-114057033796773736?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/114057033796773736/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=114057033796773736' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114057033796773736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114057033796773736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2006/02/portal-da-lngua-galega.html' title='Portal da Língua Galega'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-114071731285714965</id><published>2006-02-23T17:50:00.000Z</published><updated>2006-02-23T18:11:21.036Z</updated><title type='text'>Agostinho da Silva: "A bela colcha de retalhos que é a Península"</title><content type='html'>"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A bela colcha de retalhos que é a Península! E vamos insistir nisso: A Galiza tem que ser independente da Península e uma pedra no seu mosaico. Como tem que ser a Catalunha, como tem que ser o Algarve, como têm que ser os Açores ou as Canárias, exactamente isso. E vamos ver se isto não será um bom xarope, um bom tónico, para a Europa tomar e se deixar das besteiras em que anda. Vamos ver como é isso da entrada de Portugal na C.E.E. Se é um bebé que vai acolher nas mãos de uma ama ou se é, pelo contrário, alguém, a Península, que vai dizer à Europa como é que ela tem que se humanizar. Como é que, estragada porque andou toda a vida pensando em computador, vai parar dessa história e vai voltar atrás para retomar do humano tudo aquilo que perdeu em função da eficiência e do êxito.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agostinho da Silva: Ir à Índia sem Abandonar Portugal; Considerações; Outros Textos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agostinho defende aqui a pulverização da "Espanha" num conjunto de pequenas nações independentes e agregadas depois numa Federação Portugal onde poderá depois alinhar Portugal, quer no seu todo, quer na forma das diversas regiões em que se divide. Neste aspecto, o professor é um percursor daqueles que hoje defendem uma "Europa das Regiões", como forma de aproximar os Estados dos cidadãos e como meio de aumentar a justiça económica e social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agostinho torna a criticar aqui muito severamente os modelos utilitaristas e individualistas que moldam hoje o projecto europeu e a própria União Europeia. Acusa os criadores dessa Europa de "maquinismo", isto é, de fascínio, pela parte exterior e mecânica da vida desprezando a liberdade criativa e o comunitarismo que marcaram boa parte da nossa Idade Média e que deram a Portugal a própria Gesta dos Descobrimentos, enquanto a Europa enriquecia e engordava com as nossas especiarias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, Portugal nunca poderá ser tão eficiente e bem sucedido como os países do Norte da Europa e por isso, toda esta obsessão em tornar um país "convergente" com a Europa e com os seus níveis de vida e padrões de crescimento é fátua e desesperante... Porque Portugal não pode funcionar no mesmo nível de registo. Portugal não é um País, mas uma Ideia, que só pode ser cumprida na Transcêndencia de Si mesmo e na sua própria anulação, dando corpo primeiro a uma Federação Mundial que terá forçosamente que começar reunindo os membros da Diáspora Portuguesa no Mundo e começando pela ReUnião dos dois braços lusitanos que se estendem pelo Mar Oceano: Portugal e Brasil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-114071731285714965?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/114071731285714965/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=114071731285714965' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114071731285714965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114071731285714965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2006/02/agostinho-da-silva-bela-colcha-de.html' title='Agostinho da Silva: &quot;A bela colcha de retalhos que é a Península&quot;'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-114060922781401982</id><published>2006-02-23T15:49:00.000Z</published><updated>2006-02-23T15:46:52.216Z</updated><title type='text'>Agostinho da Silva: "Como essa história da Galiza"</title><content type='html'>"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como essa história da Galiza. Como é? Separados ainda pelo rio Minho? Como é isso? Para mim não tem importância nenhuma estar separado ou não estar separado, porque estamos separados de outros lugares por coisas mais importantes do que o rio Minho, pelo Atlântico e pelo Pacífico. O mundo é uma ilha; o mundo é um arquipélago, e tanto faz que os intervalos de água sejam grandes ou pequenos. É um mundo arquipelágico que nós temos de digerir e pensar e compor. Não vamos agora querer que a Galiza pertença a Portugal ou que Portugal pertença à Galiza; vamos entender que há uma cultura galega como há uma cultura do Minho, como há uma cultura do Algarve, vamos mas é entender as culturas peninsulares.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agostinho da Silva: Ir à Índia sem Abandonar Portugal; Considerações; Outros Textos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal sofre do estranho destino de só começar a ser Portugal, quando efectivamente o tiver deixado de ser... Portugal é mais ideia que um Estado, uma ideia de "Imperii Mundi" que se estenda por todo o mundo, abarcando todas as nações e credos, numa concretização do Paracleto que só um país mestiço e transitório como Portugal pode cumprir. Sem o estigma de riquezas naturais que nos tornem materialmente ricos, sem a herança do Capital acumulado por séculos de saque em todo o mundo que explicam boa parte da riqueza da Europa doo Norte, Portugal está livre das amarras materiais que prendem outros à escravidão do concreto e do prático. Povo sonhador por excelência, compartilhando essa característica com os Nordestinos e com os Irlandeses (com os quais estamos aparentados), os Portugueses têm essa estranha característica de viverem num país que não tem - nem nunca teve - condições para ser bem sucedido no mundo da matéria e dos indicadores macro económicos, porque Portugal, encerrado nas suas fronteiras europeias, não têm viabilidade económica como País. A viabilidade de Portugal é tão somente, o Caminho para a União Universal, para agindo como o portaestandarte das legiões levar a todo o mundo a Ideia de Quinto Império que reunirá todos os países do mundo sob a mesma Federação de Povos que Vieira sonhou e que o Menino-Imperador dos rituais do Espírito Santo realizará.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-114060922781401982?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/114060922781401982/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=114060922781401982' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114060922781401982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114060922781401982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2006/02/agostinho-da-silva-como-essa-histria.html' title='Agostinho da Silva: &quot;Como essa história da Galiza&quot;'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-114070360420596333</id><published>2006-02-23T14:06:00.000Z</published><updated>2006-02-23T14:06:44.220Z</updated><title type='text'>Agostinho da Silva: "Portugal já civilizou a África, a América e a Europa. Falta agora civilizar a Europa."</title><content type='html'>"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Portugal já civilizou a África, a América e a Europa. Falta agora civilizar a Europa.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;Caetano Veloso , citando Agostinho da Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor não queria aqui dizer que a África, a América e a Europa não fossem civilizadas. Óbviamente que o eram... É inútil referir os exemplos das brilhantes civilizações maias e incas nas américas, ou do zimbabué e do egipto ou mesmo da China e da Índia... O que o professor referia era a "civilização ocidental" que se impôr, mais os seus paradigmas e objectivos por todo o mundo, num movimento que os Portugueses precederam e que levou à Globalização de hoje. Quando vemos um homem de negócios chinês ou iraniano usar o fato e gravata europeus, sabemos do que falamos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, Agostinho referia-se a outra "civilização", bem diversa... Referia-se ao galopante egoísmo, funcionalismo e ao utilitarismo da civilização do norte da Europa, extrapolada até esse seu prolongamento que são os Estados Unidos. Opunha a estes paradigmas, a fraternidade e a liberdade criadoras, substanciados no comunitarismo e municipalismo da Idade Média Portuguesa escrevendo que "cada povo é o que é, mesmo antes de o ser" e que Portugal seria "não propriamente um determinado país, (...) mas uma ideia a difundir pelo mundo".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-114070360420596333?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/114070360420596333/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=114070360420596333' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114070360420596333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114070360420596333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2006/02/agostinho-da-silva-portugal-j.html' title='Agostinho da Silva: &quot;Portugal já civilizou a África, a América e a Europa. Falta agora civilizar a Europa.&quot;'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-114054809492733385</id><published>2006-02-22T11:53:00.000Z</published><updated>2006-02-22T10:04:33.203Z</updated><title type='text'>Agostinho da Silva: "O Português precisa tomar consciência de que é vário"</title><content type='html'>"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;...O Português precisa tomar consciência de que é vário. Porque se ele percorrer os seus grandes homens, todos eles se apresentam como uma variedade enorme. É o Camões, é o António Vieira, e é aquele que vem dar a chave mais cómoda das coisas e que se chamou Fernando Pessoa. O Fernando Pessoa ousou ser vários; e para pôr isso bem claro aos olhos dos Portugueses é que ele usou vários nomes.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agostinho da Silva: Ir à Índia sem Abandonar Portugal; Considerações; Outros Textos (Filosofia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esta é a porventura aquela característica que mais nos distingue da "gente loira do norte" de Agostinho. Herdeiros de Godos, Francos e Saxões (entre outra variadas raças), os norte-europeus têm sido excelentes no "fazendo" e no "especulando", mas têm sido especialistas. Para o seu tipo de sociedade, o individuo é tanto mais precioso quanto mais especializada fôr a sua actividade. Extrapolando, produziu-se o "Homo Americanus" que depois se exportou como modelo único e obrigatório para todo o Mundo em que o Homem já não é mais considerado como um individuo autónomo e diverso, mas como uma peça de uma engrenagem de Produção, um autómato dócil (pelo crescente Desemprego) e eficaz (pela influência do Medo). O Especialista é assim a total oposição do Homem Completo do Renascimento e do Português de Quinhentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-114054809492733385?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/114054809492733385/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=114054809492733385' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114054809492733385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114054809492733385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2006/02/agostinho-da-silva-o-portugus-precisa.html' title='Agostinho da Silva: &quot;O Português precisa tomar consciência de que é vário&quot;'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-114060794688287758</id><published>2006-02-22T11:31:00.000Z</published><updated>2006-02-22T11:32:26.896Z</updated><title type='text'>Agostinho da Silva: "Brasília não se teria construído sem os mestres-de-obras portugueses"</title><content type='html'>"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No Brasil, o seu grande feito foi a edificação de Brasília. Brasília não se teria construído sem os mestres-de-obras portugueses. Eles serviram de intérpretes entre a engenharia e a arquitectura do Sul do Brasil, por um lado, e o operariado analfabeto do Nordeste, por outro. Não se entendiam, eram duas metades do Brasil que não tinham possibilidade de se compreender, e o mestre-de-obras no meio.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agostinho da Silva: Ir à Índia sem Abandonar Portugal; Considerações; Outros Textos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, hoje, entre o espírito abstracto e especulativo de ingleses e franceses, Portugal e os Portugueses podem agir como catalisadores com a força prática e concreta de alemães e eslavos. O carácter generalista português é cada vez mais precioso e útil num Mundo onde as ciências se especializam cada vez mais, criando monstruosidades intelectuais que tudo sabem sobre um ínfimo detalhe da sua ciência mas que ignoram tudo sobre o detalhe do lado. Neste Mundo, o Generalista "mestre-de-obras" que vive em cada Português pode revelar-se determinante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O papel de Ponte de dois Mundos cumprido pelos mestres-de-obras Portugueses em Brasília é aquele que compete agora aos Portugueses do Século XXI. A Portugal compete agora a missão de ReLigar os dois Mundos em que se divide hoje o Mundo: a Europa (tida aqui no seu conceito mais lato e vero de Europa desde a América aos Urais, herdeira do Império Romano) e a Ásia, tida cada vez mais como o outro grande pólo da Humanidade. De permeio, a África será a Ponte entre os dois e nela estarão os Portugueses, verdadeiros "africanos" (por raízes Tardenoisenses e Berberes) entre os Europeus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-114060794688287758?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/114060794688287758/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=114060794688287758' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114060794688287758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114060794688287758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2006/02/agostinho-da-silva-braslia-no-se-teria.html' title='Agostinho da Silva: &quot;Brasília não se teria construído sem os mestres-de-obras portugueses&quot;'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-114054099362093468</id><published>2006-02-21T16:49:00.000Z</published><updated>2006-02-21T16:56:33.636Z</updated><title type='text'>Agostinho da Silva: "Com o mar a coisa correu perfeitamente..."</title><content type='html'>"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com o mar a coisa correu perfeitamente. Fez-se aquilo que se podia e devia fazer: dar ao Homem a noção de Humanidade plena (que até aí o que tinha sido a Humanidade? Uns primos a encontrarem-se na praça pública de Atenas ou no forum romano... Isso é que era para eles a Humanidade, o resto eram Bárbaros...). Com os Portugueses lançou-se outra ideia de Humanidade; uma Humanidade plural de cor, plural de culturas, que ainda não se assimilou perfeitamente; ainda ninguém diger«iu muito bem a descoberta que Portugal fez...&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agostinho da Silva: Ir à Índia sem Abandonar Portugal; Considerações; Outros Textos (Filosofia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentário:&lt;br /&gt;Como já alguém escreveu, as raízes da tão odiadas e suspeitada Globalização acham-se precisamente na quebra do fechamento da Europa sobre si mesma que os Portugueses fizeram. Foi esse o plano que São Bernardo e os frades templários gizaram para Portugal quando pensaram numa ideia de país que depois se encarregaram de insuflar nas bárbaras mentes dos Francos de Borgonha que vieram assentar arraias no Condado Portucalense. E essa missão era a de ReLigar o Mundo (raíz mesma de "Religião"), reunindo sob uma só entidade todo o Mundo que até então se achava disperso e diverso. Essa é a missão que falta ainda cumprir a Portugal. Perdido o Mar e nunca encontrada a Terra, Portugal deverá ainda cumprir o seu fado de ReLigar o Mundo sob a mesma entidade federada e pacificadora que Vieira, Pessoa e Agostinho reuniram debaixo da designação: Quinto Império.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-114054099362093468?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/114054099362093468/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=114054099362093468' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114054099362093468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114054099362093468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2006/02/agostinho-da-silva-com-o-mar-coisa.html' title='Agostinho da Silva: &quot;Com o mar a coisa correu perfeitamente...&quot;'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-114045678588575768</id><published>2006-02-20T17:29:00.000Z</published><updated>2006-02-21T10:19:04.196Z</updated><title type='text'>Agostinho da Silva: "Não era com o Estado de D. Dinis que Portugal teria navegado e dado a volta ao mundo..."</title><content type='html'>"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não era com o Estado de D. Dinis que Portugal teria navegado e dado a volta ao mundo... Porque parece que o ideal de D. Dinis era ter um jardim à beira mar plantado, como depois tão bem disse Tomás Ribeiro, um jardim à beira-mar plantado bem defendido dos espanhóis (traquinas, que vinham cá estragar o jardim), com uma boa rede de fortalezas, protegido do mar pelo pinhal de Leiria, para não entrar areia... Não era com isso que se tinha navegado. Provavelmente, se se tivesse continuado num país à beira-mar plantado, terse-ía traído o pensamento inicial de S. Bernardo, que me parece ter muito que ver com a criação ou fundação ou estabelecimento de Portugal, como se queira dizer.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agostinho da Silva: Ir à Índia sem Abandonar Portugal; Considerações; Outros Textos (Filosofia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentário:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prosseguindo com o Estado de Dom Dinis, Portugal seria hoje uma espécie de Dinarmarca, Suíça ou Bélgica. Um pequeno país, sem História nem marca significativa no Rumo do Mundo e sem a participação no destino das coisas que terá. Seríamos um canto de prosperidade e paz nesta secção da Península, mas seríamos também tão entediantes como os melhores habitantes de Berna... Com a gesta dos Descobrimentos e da Expansão, Portugal abriu portas ao Mundo e a si mesmo, estabelecendo metas impossíveis de alcançar que contudo levaram os portugueses a ultrapassarem-se violentamente. Com o fátuo e cinzento "regresso à Europa" provocado primeiro pela Independência do Brasil e depois pela Descolonização de 1975, Portugal acinzentou-se e tentou regressar aquele jardim de Dom Dinis, mas sem a sua sábia gestão nem a sólida rede de fortalezas que nos defendia da Globalização e da Europeização forçadas... Regressámos ao sítio de onde partimos, mas não ao lugar onde residia a nossa mente colectiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Urge portanto regressar ao Mundo. Abandonar esse jardim "à beira-mar plantado" e regado com os dinheiros que vertem do norte da Europa e quebrar essas cadeias europeias procurando reencontrar o vero e profundo destino português que é o do Mar Oceano. Como dizia Agostinho, "Portugal deve passar de país marítimo, a país naval". Olhando para o legado português, devemos procurar a re-união com os irmãos do Oceano, sitos desde o Brasil a Timor e criar as bases para uma entidade nacional transcontinental que una o Mundo e que permita terminar com este ciclo de guerras, fomes e conflitos que aflige o Homem e a Humanidade desde sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-114045678588575768?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/114045678588575768/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=114045678588575768' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114045678588575768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114045678588575768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2006/02/agostinho-da-silva-no-era-com-o-estado.html' title='Agostinho da Silva: &quot;Não era com o Estado de D. Dinis que Portugal teria navegado e dado a volta ao mundo...&quot;'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-114045057759814951</id><published>2006-02-20T15:47:00.000Z</published><updated>2006-02-20T15:49:37.616Z</updated><title type='text'>Agostinho da Silva: Citação</title><content type='html'>"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(...) nem a instrução educa ninguém, só prepara para uma profissão, às vezes um sujeito até escapa com educação, apesar da instrução, não é?...(...)&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agostinho da Silva: Ir à Índia sem Abandonar Portugal; Considerações; Outros Textos (Filosofia)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-114045057759814951?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/114045057759814951/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=114045057759814951' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114045057759814951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114045057759814951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2006/02/agostinho-da-silva-citao.html' title='Agostinho da Silva: Citação'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-114044368560005004</id><published>2006-02-20T13:53:00.000Z</published><updated>2006-02-20T13:54:45.616Z</updated><title type='text'>Proposta: "Taxa de Saúde"</title><content type='html'>Deve prevalecer o princípio de que quem pode pagar a sua saúde, participe em parte das despesas médicas. Os gastos com a Saúde estão a subir em todo o Mundo, e Portugal não é excepção, e urge portanto encontrar um financiamento acrescido para o sistema. Se aqueles que podem efectivamente pagar e preferem o sistema público, forem mais taxados que os outros (em vez de pagarem mais pelo acto médico) isso só trará mais Justiça e Equilíbrio financeiro ao sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proposta é assim de descer o IRS e transferir essa retirada para uma nova "Taxa de Saúde" com descontos variáveis em função dos rendimentos, mas mais variáveis que o escalão normal do IRS.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-114044368560005004?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/114044368560005004/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=114044368560005004' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114044368560005004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114044368560005004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2006/02/proposta-taxa-de-sade.html' title='Proposta: &quot;Taxa de Saúde&quot;'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-114019278646195444</id><published>2006-02-17T16:11:00.000Z</published><updated>2006-02-17T16:13:06.473Z</updated><title type='text'>Proposta de três medidas para reocupar as Casas Devolutas nas Grandes Cidades</title><content type='html'>1. Imposição de limites máximos de preço de venda por m2 em função do número de anos da construção;&lt;br /&gt;2. Redução drástica do imposto a cobrar por cada habitação alugada;&lt;br /&gt;3. Tomada de posse adminstrativa pelas Câmaras Municipais das habitações abandonadas;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-114019278646195444?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/114019278646195444/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=114019278646195444' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114019278646195444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114019278646195444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2006/02/proposta-de-trs-medidas-para-reocupar.html' title='Proposta de três medidas para reocupar as Casas Devolutas nas Grandes Cidades'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-114011471888304511</id><published>2006-02-16T18:29:00.000Z</published><updated>2006-02-16T18:42:41.710Z</updated><title type='text'>Comentário a segmento de texto de Agostinho da Silva: "Se você vai meter um barco no mar (...)"</title><content type='html'>"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se você vai meter um barco no mar, escolha a sua tripulação e depois lembre-se que a grande coisa para o barco não se afundar é não mandar em nada, mas estar a pensar em tudo, e sobretudo saber que se ele, a cada momento, não souber o que é que pensa a tripulação, se houver uma falha e o navio for ao fundo, ele tem obrigação de se afundar.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agostinho da Silva: Ir à Índia sem Abandonar Portugal; Considerações; Outros Textos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentários:&lt;br /&gt;1. "Escolha a sua tripulação"; para Agostinho, a equipa devia ser seleccionada directamente pelo seu líder e não imposta a partir do exterior ou de uma outra organização.&lt;br /&gt;2. "A grande coisa para o barco não se afundar é o comandante mandar": A autogestão não é um processo eficiente de conseguir obter um objectivo. Para que uma equipa consiga realizar os seus objectivos tem que existir uma unidade de mando, uma autoridade única capaz de orientar a equipa no caminho que deve percorrer até ao cumprimento da sua missão.&lt;br /&gt;3. "Não mandar em nada, mas estar a pensar em tudo"; A autoridade não deve ser exercida directamente, mas devie residir mais numa orientação, do que numa pura ostentação de Poder. Os membros da equipa devem ser levados a fazer aquilo que corre na mente do líder, sem que apercebam de que estão a aplicar a sua vontade. O comando é assim exercido de forma invísivel, mas certeira e eficaz. O processo requer contudo um grande grau de conhecimento sobre as características individuais de cada agente, e por isso é tão importante que a composição da equipa seja determinada em primeira e última instância por aquele que a vai liderar.&lt;br /&gt;4. "Se houver uma falha e o navio for ao fundo, ele tem obrigação de se afundar"; o líder (comandante) deve assumir por inteiro as responsabilidades pelas acções da equipa que lidera. Assume as consequências do desempenho da equipa, sejam estas positivas ou negativas. Se a equipa fracassar nos seus objectivos, ele é o primeiro e último responsável. Esse é o peso do Mando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-114011471888304511?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/114011471888304511/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=114011471888304511' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114011471888304511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114011471888304511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2006/02/comentrio-segmento-de-texto-de.html' title='Comentário a segmento de texto de Agostinho da Silva: &quot;Se você vai meter um barco no mar (...)&quot;'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-114010654844305344</id><published>2006-02-16T16:12:00.000Z</published><updated>2006-02-16T16:15:48.496Z</updated><title type='text'>Combate à Poluição e às emissões de CO2: Proposta de Duas Medidas</title><content type='html'>A principal fonte das emissões sw CO2 em Portugal são os transportes rodoviários, públicos, de carga e individuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É precisamente neste ponto que urge encetar uma política de reduções deste tipo de emissões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Pode começar-se por penalizar fortemente (mensalmente, e não apenas na compra) a aquisição de veículos de alta cilindrada (SUVs, jipes, etc.) e por desmotivar o uso do transporte rodoviário reforçando o transporte ferróviário, isto através do aumento de impostos sobre este tipo de transporte e da redução dos mesmos sobre o transporte ferroviário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Portugal está em pleno processo de "litorização", com um esvaziamento quase total, mas constante do Interior. Assim, a maioria das nossas grandes cidades estão perto do Mar. Porque não renovar a nossa reduzida frota mercante e usá-la para transportar mercadorias ao longo do litoral? As cidades do interior seriam servidas quer por via fluvial, quer através do renovado sistema ferroviário acima sugerido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-114010654844305344?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/114010654844305344/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=114010654844305344' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114010654844305344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114010654844305344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2006/02/combate-poluio-e-s-emisses-de-co2.html' title='Combate à Poluição e às emissões de CO2: Proposta de Duas Medidas'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-114010075226776772</id><published>2006-02-16T14:31:00.000Z</published><updated>2006-02-16T16:21:49.966Z</updated><title type='text'>Combate ao Crime: "Esterilização de Criminosos" e "Sistema Caixa Negra"</title><content type='html'>No âmbito de uma política coordenada de combate ao Crime o Movimento Quintano coloca o seu foco sobre duas medidas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) "Esterilização de Criminosos": Todos os crimes que resultem em condenação devem de levar à esterilização do criminoso. Conhecida como é a relação entre violência e predisposição genética, a medida deverá reduzir substancialmente as taxas de crimes dentro de algumas gerações e funcionará igualmente como uma severá barreira dissuadora na prática de actividades criminosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) "Sistema Caixa Negra": Será objectivo do Movimento a obrigatoriedade do transporte por cada cidadão de um dispositivo que registe o seu posicionamento GPS e que capture fotografias e sons do ambiente circundante a intervalos aleatoriamente seleccionados, usando tecnologia que já existe actualmente a preços acessíveis. Estes dados serão encriptados e enviados para um repositório central onde &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ninguém&lt;/span&gt; terá acesso a não ser sobre mandato judicial, podendo somente ser usado no decurso de investigações criminais ou civis. Assim se preserva a Liberdade individual e se reduzem as possibilidades de futuros erros judiciais na condenação de inocentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-114010075226776772?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/114010075226776772/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=114010075226776772' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114010075226776772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114010075226776772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2006/02/combate-ao-crime-esterilizao-de.html' title='Combate ao Crime: &quot;Esterilização de Criminosos&quot; e &quot;Sistema Caixa Negra&quot;'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-114000291003094777</id><published>2006-02-15T11:27:00.000Z</published><updated>2006-02-15T11:28:30.030Z</updated><title type='text'>O "Novo Iberismo"</title><content type='html'>O único iberismo que defendo é aquele que opta pela religação dos laços entre Portugal e a Galiza e criação de uma "Portugaliza" que recentre nas costas atlânticas o centro de gravidade que Madrid e a imperial Castela à muito que ficaram no centro da Meseta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reformado que seria essa pátria renovada do galaico-português, Portugal devia de seguida procurar uma União Política com o irmão continental transoceânico que é o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o meu Sonho... Mas de que vale o mundo sem os nossos Sonhos? E que é feito de Portugal agora que lhe foram tirados todos os grandes objectivos e sonhos? Ficámos tornados num apêndice de Castela? É isto que queremos para nós?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-114000291003094777?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/114000291003094777/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=114000291003094777' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114000291003094777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/114000291003094777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2006/02/o-novo-iberismo.html' title='O &quot;Novo Iberismo&quot;'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-113983642453974582</id><published>2006-02-13T13:12:00.000Z</published><updated>2006-02-13T13:13:44.576Z</updated><title type='text'>Agostinho da Silva</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.agostinhodasilva.pt/agostinhodasilva.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.agostinhodasilva.pt/agostinhodasilva.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Comemora-se hoje a vida (não a morte) de um dos maiores vultos do pensamento português contemporâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comemora-se a Vida do homem que acreditou que o Quinto Império existia já e que formara corpo nessa entidade continental que é o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito ganharia Portugal em reler os seus textos (sobretudo as "Reflexões") e ponderar a alternativa Brasil para um Portugal que não consegue encontrar na Europa o seu vero rumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;P.S: Chamo a atenção para a edição de uma colecção de 5 DVDs, contendo as "Conversas Vadias e o Filme Agostinho da Silva, um pensamento vivo"(Alfândega Filmes, RTP, e Jornal Público); cuja distribuição semanal começou ontem, dia 12 de Fevereiro.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-113983642453974582?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/113983642453974582/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=113983642453974582' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/113983642453974582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/113983642453974582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2006/02/agostinho-da-silva.html' title='Agostinho da Silva'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-113970941416163323</id><published>2006-02-12T01:56:00.000Z</published><updated>2006-02-12T01:56:54.173Z</updated><title type='text'>A Matriz Atlante</title><content type='html'>Não cabe neste texto a intenção de abordar a polémica "questão Atlante". Para tal falta aqui o espaço e o tempo, mas sobretudo o âmbito para empreender tamanha empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partamos do princípio de que acreditamos na existência de uma "civilização atlante", no sentido de que acreditamos na existência de uma civilização histórica (isto é, conhecendo a Escrita e contemporânea da Idade do Bronze grega) sediada numa ilha ou arquipélago atlântico e que se teria afundado no decurso de uma catástrofe natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admitindo e reconhecendo assim o nosso ponto de partida, avançamos até outra crença que alimentamos. A de que os sobreviventes dessa civilização teriam desembarcado nas costas atlânticas de Portugal e criado os fundamentos para a Civilização Cónia do Sul de Portugal e das zonas limítrofes de Espanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria essa matriz genética e cultural que formaria mais tarde a base onde aportariam outras tradições e que formariam os principais arquétipos que ainda hoje constituem a base da cultura portuguesa contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora precisamente entre esses arquétipos fundadores da cultura portuguesa estão - em posição central - o Mito Sebástico e o do Quinto Império. Um e outro são movimentos de retorno a uma idade mais brilhante e gloriosa, conhecida num passado distante e vago, mas que alimentam os corações dos vivos, empurrando-os para o cumprimento de feitos que transcendem a sua própria mortalidade e a realidade quotidiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes mitos não encontram as suas raízes no período dos Descobrimentos e da Expansão Portuguesa, nem tão pouco na perda da Independência nacional que se sucedeu ao desastre de Alcácer Quibir, mas nos arquétipos mais profundos da lusitaniedade e que radicam naquelas populações de origem mediterrânica e pré-celtas que sobreviveram ao cataclismo que destruiu Atlantis no Sul de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim nossa a tese que defende que o Mito central à cultura portuguesa que é o do "Regresso do Rei Encoberto" é de facto um desenvolvimento a partir do mito da "Queda de Atlantis" e que o desejo espelhado por Bandarra, António Vieira, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva da instauração no Mundo de um novo tipo de Império Universal, mais fraterno e multicultural é de facto o desejo do regresso ao mítico "Império Atlante".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-113970941416163323?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/113970941416163323/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=113970941416163323' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/113970941416163323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/113970941416163323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2006/02/matriz-atlante.html' title='A Matriz Atlante'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-113067804964228957</id><published>2006-01-22T13:13:00.000Z</published><updated>2006-01-22T23:03:51.830Z</updated><title type='text'>Proposta de União Brasil-Portugal</title><content type='html'>Portugal precisa absolutamente de um novo desígnio nacional, de um elemento polarizador e consensual que catalize as energias da generosa Alma Portuguesa e que possa transportar Portugal para um novo patamar de desenvolvimento e devolver o perdido orgulho nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando confrontado com objectivos claros, identificados com prazos e alcançáveis Portugal sempre soube mostrar-se à altura do desafio. Assim foi no nosso passado remoto e no recente. Desafiados pela adesão à União Europeia, pela liberdade de Timor-Leste, pela entrada no clube do Euro, pela Expo 98 e até pelo discutível Euro 2004, Portugal sempre cumpriu. Falta então identificar uma meta ambiciosa, desafiante mas alcançável que possa ser concretizada a médio prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E julgamos saber qual possa ser essa meta simultaneamente ambiciosa e alcançável... A formação de uma União entre Portugal e o Brasil. A constituição de uma nova entidade estatal de dimensão pluricontinental democrática, paritária e pacífica daria ao mundo uma mensagem de Paz e fraternidade que não deixaria de influenciar outros países e sobretudo os países africanos de expressão oficial portuguesa que se seatiriam compelidos a aderir a esta União.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua simples formação tornaria o novo Estado Brasil-Portugal numa das maiores economias do mundo, aumentaria exponencialmente a influência lusitana na Europa e no Mundo e contribuiria para a pacificação interna brasileira, decisiva dado que o Brasil está imerso numa autêntica Guerra Civil. A criação de um imenso mercado interno estimularia a estagnada economia portuguesa e o maior poder de compra luso estimularia a iadústria e agricultura portuguesas. A unificação das Forças Armadas transformaria a União Brasil-Portugal numa pktencia militar transcontinental e reforçaria as justas pretensões brasileiras de obtenção de um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o Brasil, a união com Portugal seria um sinal de crescimento, establização e deseavolvimento. Para Portugal, a união seria um pólo catalisador as adormecidas energias nacionais e estimularia a estagnada e agonizante indústria nacional.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-113067804964228957?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/113067804964228957/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=113067804964228957' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/113067804964228957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/113067804964228957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2006/01/proposta-de-unio-brasil-portugal.html' title='Proposta de União Brasil-Portugal'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-113067808099063331</id><published>2005-10-30T13:14:00.000Z</published><updated>2005-10-30T13:14:40.990Z</updated><title type='text'>O empobrecimento do Estado</title><content type='html'>Um pouco por todo o Mundo, os Governos estão cada vez mais pressionados pela redução crescente dos seus Orçamentos. Na União Europeia, o "Pacto de Estabilidade e Crescimento" funciona como mais um travão para os Orçamentos nacionais, agravando um fenómeno de escala global e que é consequência da Globalização que, imparável e impiedosa, avança por todo o lado levando a esmagadora maioria dos Homens a um grau de miséria inéditos e só comparáveis aos primeiros anos da Revolução Industrial...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A redução demográfica no Ocidente, a fuga das multinacionais ao impostos devidos ao Estados, o envelhecimento da população e o aumento do número de pensionistas, a pressão por via das ameaças de deslocalização das indústrias por uma redução dos impostos sobre os lucros, os aumentos exponenciais dos custos de Saúde e até do equipamento militar, todos estes fenómenos colocam os Governos contra a parede e obrigam aos cortes orçamentais que Portugal realiza desde a alguns anos e que se repetem um pouco por todo o mundo, desde os EUA ate a Finlândia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta crescente pobreza dos Governos, retira-lhes a energia e os recursos para poderem intervir nas Economias e acelerar a saída dos momentos de crise, agrava as desigualdade sociais e aumenta a conflitualidade social até ao momento da pré-Guerra Civil (Brasil e África do Sul).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este movimento para o empobrecimento dos Governos tem que ser detido. O seu empobrecimento e o empobrecimento de todos nos e o enriquecimento imoral e escandaloso de uma quantas centenas, feito à custa da miséria e do sofrimento de milhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Estado" não é o inimigo. O "Estado" somos nós!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-113067808099063331?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/113067808099063331/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=113067808099063331' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/113067808099063331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/113067808099063331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2005/10/o-empobrecimento-do-estado.html' title='O empobrecimento do Estado'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-112902242372528830</id><published>2005-10-12T10:19:00.000+01:00</published><updated>2005-10-11T10:20:23.726+01:00</updated><title type='text'>A sobrecarga no sistema educativo português</title><content type='html'>Sabiam que um aluno do 7° ano de Escolariedade tem hoje o espantoso número de 14 disciplinas! Como é possível que os alunos consigam reter tantas matérias diferentes? Quem acredita que esta dispersão curricular não tem nada a ver com os altos níveis de insucesso escolar portugueses?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É imperativo aliviar o peso desta carga curricular. Racionalizar o tempo e optimizar os sempre escassos recursos é algo que só pode ser feito reduzindo o número de disciplinas e aliviando a extensão dos programas escolares. Não se trata de nivelar por baixo, de facilitar a vida escolar reduzindo os níveis de exigência até que desapareça o Insucesso Escolar porque até mesmo os mais mal preparados conseguem transitar para o nível seguinte. Neste sentido, criar disciplinas "étnicas" ou "culturais" como "dança africana" ou "música étnica" (como já se fez no Concelho da Amadora) é dar um passo na direcção do Abismo... Nenhuma dessas disciplinas irá facilitar a integração no mercado de trabalho nem a integração na sociedade e cultura portuguesas, favorecendo pelo contrário a fragmentação cultural e a ghetização de uma parcela cada vez mais significativa da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chave para reduzir a carga curricular e consequentemente o Insucesso Escolar é a Vocação. Existem hoje ao dispôr dos pedagogos  vários métodos que permitem identificar as áreas vocacionais de cada aluno de modo a identificar uma grelha de disciplinas onde este esteja mais apto a conseguir melhores resultados. A formação escolar seria assim complexamente flexível, com excepção de 3 ou 4 disciplinas fundamentais, como a Matemática, o Português e uma língua estrangeira.&lt;br /&gt; Em vez de formarmos exércitos de falhados cépticos com a utilidade da sua educação escolar prepararíamos alunos motivados e produtivos, preparados especificamente para as suas áreas vocacionais e prontos para levar Portugal a um novo patamar de desenvolvimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-112902242372528830?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/112902242372528830/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=112902242372528830' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112902242372528830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112902242372528830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2005/10/sobrecarga-no-sistema-educativo.html' title='A sobrecarga no sistema educativo português'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-112902227106688862</id><published>2005-10-11T10:17:00.000+01:00</published><updated>2005-10-11T10:17:51.073+01:00</updated><title type='text'>O "Estado Mínimo"</title><content type='html'>Vital Moreira escreveu recentemente ao blog Causa Nossa um post em que criticava os defensores do modelo de "Estado Minímo" que conhece a sua aplicação mais radical na Irlanda e - em menor grau - nos EUA ultraconservadores dos Republicanos de Bush.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da publicação do Post,  a polémica contra e a favor do conceito de "Estado Mínimo" tem percorrido a blogoesfera e relançou em boa altura a polémica sobre qual deve ser o papel do Estado nas Sociedades Modernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem querer simplificar excessivamente nos estados ocidentais estas são as áreas de acção fundamentais:&lt;br /&gt;A. Defesa&lt;br /&gt;B. Negócios Estrangeiros&lt;br /&gt;C. Segurança&lt;br /&gt;D. Saúde&lt;br /&gt;E. Educação&lt;br /&gt; Se no que respeita à Defesa e aos Negócios Estrangeiros a questão é relativamente pacífica o mesmo não se pode dizer em relação ao resto desta lista. A Segurança não pode ser entregue nas mãos de privados, sob pena de reduzir seriamente a eficiência, a autoridade e até a sua insenção. Mas em relação à Saúde e à Educação é possível ter uma outra abordagem. O modelo americano "liberal" (a expressão  em outro significado na Europa) segundo o qual esses serviços são prestados por entidades privadas a quem depois o Estado financia quando os serviços pode ser interessante e mais eficiente que o modelo "estatista" europeu. O sucesso e eficácia das universidades é evidente e unanimemente reconhecido e a fuga de "cérebros" europeus da Europa para os EUA prova isso mesmo. Já no sistema de Saúde o sistema não parece funcionar tão bem, merçê das escassas verbas atribuídas pelo governo federal ao sector e à gula pelos lucros das entidades privadas de Saúde. Mas um e outro problema têm solução: de um lado aumentando as verbas reservadas, e pelo outro reforçando a eficácia dos mecanismos de fiscalização.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-112902227106688862?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/112902227106688862/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=112902227106688862' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112902227106688862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112902227106688862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2005/10/o-estado-mnimo.html' title='O &quot;Estado Mínimo&quot;'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-112879190132827079</id><published>2005-10-08T18:16:00.000+01:00</published><updated>2005-10-08T18:43:27.936+01:00</updated><title type='text'>O "papão" da imigração</title><content type='html'>A renovada campanha do PNR contra a imigração (renovada nos cartazes e folhetos que distribuiu durante a campanha autárquica) torna a trazer a lume a importante questão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal precisa de imigrantes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Precisa. O INE declarou recentemente que a população portuguese teve em 2004 um recuo de 55 mil habitantes, isto é, nasceram menos 55 mil crianças do que deviam para termos uma população equilibrada. A prioridade de qualquer governo devia ser repôr o equilíbrio demográfico da população portuguesa, quer através de incentivos fiscais, quer através de políticas concertadas de apoio à natalidade como a criação de uma rede gratuita nacional de infantários ou uma imposição de preços máximos no material escolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o equilíbrio demográfico não fôr reposto, Portugal precisa de cativar emigrantes que reponham a sua demografia e mantenham a funcionar a sua Segurança Social, e o mesmo se devia aplicar a toda a União Europeia. Na verdade, o número de entradas autorizadas devia ser idêntico ao do decréscimo demográfico do ano anterior, segundo números oficiais publicados pelo INE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se queremos ter a nossa reforma quando chegar a nossa vez (da maneira que as coisas estão: pelos 98 anos...) é preciso lutar hoje pelo equilíbrio ou mesmo crescimento demográfico, e a imigração é uma solução rápida para um problema que não tem sido atacado seriamente por nenhum governo depois do 25 de Abril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Óbviamente que nem toda a imigração é virtuosa... Não precisamos de indigentes profissionais, nem de mafiosos, nem sequer de fundamentalistas islâmicos e o papel de os identificar e devolver à procedência cabe ao SEF que continua a sofrer cronicamente de falta de meios (como aliás todas as polícias). Portugal devia esforçar-se por atrair cidadãos com níveis académicos elevados ou médios oriundos de culturas semelhantes à nossa (para reduzir a ghetização e o choque cultural) priviligiando os países de expressão oficial portuguesa (e neles, dando prioridade ao Brasil) e também ao Leste Europeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos imigrantes que já se encontram em Portugal, o Estado devia fornecer-lhes métodos para verem rapidamente reconhecidas as suas competências académicas ou profissionais (através de exames especiais de equivalência) de modo a facilitar a sua reinserção no mercado de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A integração devia ser também uma prioridade absoluta, retirando apoios a associações étnicas que favorecem a ghetização, reforçando o ensino do português nas comunidades emigrantes e criando programas de formação cívica, histórica e linguística como obrigações para quem quisesse adquirir autorizações de residência ou adquirir a cidadania nacional.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-112879190132827079?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/112879190132827079/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=112879190132827079' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112879190132827079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112879190132827079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2005/10/o-papo-da-imigrao.html' title='O &quot;papão&quot; da imigração'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-112870396602230925</id><published>2005-10-07T17:51:00.000+01:00</published><updated>2005-10-07T17:52:46.026+01:00</updated><title type='text'>Logotipo</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2258/1427/1600/5.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2258/1427/320/5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o novo (e primeiro) logotipo do Movimento Quintano, generosamente oferecido pelo Artur Correia...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-112870396602230925?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/112870396602230925/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=112870396602230925' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112870396602230925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112870396602230925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2005/10/logotipo.html' title='Logotipo'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-112798996920681046</id><published>2005-09-29T11:31:00.000+01:00</published><updated>2005-09-29T11:32:49.213+01:00</updated><title type='text'>O sistema "Domus", a célula económica fundamental</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Poder e Instituições na Europa do Antigo RegimeColectânea de textos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(organizada por António Manuel Hespanha)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;P.33&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"(...) ao contrário do que hoje acontece, o político inscrevia-se no seio das próprias relaçðes de produção. Ou seja, na antiga unidade sócioeconómica europeia - a "casa" (das ganze Haus), o chefe (Haus-herr, paterfamilias) é, ao mesmo tempo, o titular de poderes de direcção sobre os agentes produtivos (os membros da famïlia, na sua acepção de consanguíneos, agnados ou serviçais, poderes que a teoria da época designava por "poderes económicos" (i.e., relativos à casa, oikos), mas que coenvolviam atribuições que hoje designamos de "políticas"."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Comentário:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Existe no actual regime pós-revolucionário (ou seja, resultante da Revolução Francesa de 1789) uma suposta, falsa e hipócrita separação entre os poderes políticos e económicos. A hipocrisia está em supôr que a separação é possível, o que não é, sobretudo numa sociedade tão economicista como a contemporânea e depois do colapso dos regimes comunistas que serviam de foco ideológico para ambos os lados do muro de Berlim. A falsa separação entre os dois poderes favorece fenómenos como a massificação da corrupção, o nepotismo, o favorecimento sistemático dos grandes grupos económicos. O reconhecimento da comunhão dos dois poderes e o recentramento da Sociedade na Família ("Domus, lat. Casa") em lugar da Empresa iria aumentar a coesão, a estabilidade económica e a responsabilidade social da unidade básica de produção. Ideal para entidades empresárias de pequena e média dimensão, o sistema "Domus" permitiria reduzir o desemprego e aumentar a eficiência da economia dado que desde os trabalhos de Schumaker na década de 60 que se sabe que "small is beautifull",  isto é, que uma pequena organização é economicamente mais eficiente que uma grande. Obviamente, em alguns sectores chave como a produção de energia eléctrica, as ferrovias, as vias rodoviárias, a indústria de Defesa, etc. a grande dimensão, em virtude da necessidade da necessidade de reunir grandes volumes de capital.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-112798996920681046?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/112798996920681046/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=112798996920681046' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112798996920681046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112798996920681046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2005/09/o-sistema-domus-clula-econmica.html' title='O sistema &quot;Domus&quot;, a célula económica fundamental'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-112769158081458230</id><published>2005-09-26T00:39:00.000+01:00</published><updated>2005-09-26T00:39:40.820+01:00</updated><title type='text'>As Duas Grandes Doenças do Sistema Político Português</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sistema político português enferma de duas grandes doenças:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; a) A distância entre políticos e eleitores; governados e governantes; Estado e Sociedade Civil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É esta separação que observamos quando Santana Lopes inaugura piscinas em bairros sociais de BMW blindado e com dois BMWs carregados de seguranças; é esta separação quando vemos Jorge Sampaio reunindo-se com os representantes dos Juízes (hoje), mas ignorando os funcionários judiciais que também se preparam para paralizar os tribunais; é esta separação que faz crescer os números da abstenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; b) A impreparação democrática dos eleitores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A falta de educação cívica manifesta-se em Portugal sob muitas e diversas formas: desde a alta taxa de mortalidade na estrada, à elevada taxa de fuga ao fisco, à sujidade nas praias e jardins públicos; de diversas maneiras os portugueses mostram a sua impreparação para viver em Sociedade livremente e de um modo adulto sem estarem permanentemente receosos da "matraca" salazarista ou do "pecado" cristão. O portuga parece ser incapaz de civilitude sempre que a ameaça da autoridade está ausente ou é fraca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Soluções?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; a) Reduzir o afastamento entre governo e governados, concedendo ao Poder Local, Autárquico a principal parcela do poder político, legislativo e judicial, mantendo apenas no Estado central, tornado assim Federal e Minímo, as funções militares, policiais e diplomáticas. A difusão do poder político pelas unidades menores da República que são as autarquias garantiria uma maior proximidade entre eleitores e eleitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; b) A impreparação cívica dos portugueses é certamente o maior problema da nossa democracia. Assim é vital fortalecer radicalmente a aposta na Educação e Formação Cívica, criando disciplinas obrigatórias de Educação Cívica, tornando o serviço militar obrigatório (embora oferecendo em alternativa a prestação de Serviço Social Cívico) .&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-112769158081458230?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/112769158081458230/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=112769158081458230' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112769158081458230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112769158081458230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2005/09/as-duas-grandes-doenas-do-sistema.html' title='As Duas Grandes Doenças do Sistema Político Português'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-112738684247917262</id><published>2005-09-22T11:59:00.000+01:00</published><updated>2005-09-22T12:01:10.620+01:00</updated><title type='text'>O Paradigma "Estado"</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Tahoma;font-size:85%;"  lang="EN-US" &gt;Poder e Instituições na Europa do Antigo Regime&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Colectânea de textos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;(organizada por António Manuel Hespanha)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;P.26 e seguintes&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Tahoma;font-size:85%;"  lang="EN-US" &gt;O conceito contemporâneo de "Estado", enquanto entidade que possui o exclusivo do poder de "coação legítima" (imperium) sendo este o Meio para alcançar o Fim que é o "interesse público" contraposto à "Sociedade Civil", destituída de "Imperium" é uma novidade, alheia ao modo de governo medieval e do mundo moderno.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Tahoma;font-size:85%;"  lang="EN-US" &gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt; O conceito contemporâneo de 'Estado" nasceu da movimentação aglutinante do poder real no final da Idade Média e da captura bem sucedida que esta fez dos poderes supranacionais (Império e Igreja) e dos poderes subnacionais (Senhores, Conselhos e Corporações). O processo de concentração é conhecido por "centralização do poder real" e haveria de produzir as anomalias extremas conhecidas como "monarquias absolutistas".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Tahoma;font-size:85%;"  lang="EN-US" &gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt; Segundo esta leitura (a actual, recorde-se), "o Estado deve estar separado da sociedade civil". Segundo ela, somente o Estado permitiria a "plena realização do interesse público". Nada mais falso... O professor Hespanha responde a esta tese o reconhecimento de que na Idade Média e na Idade Moderna todos os interesses dos vários membros da Sociedade confluiam para um todo harmónico que se enquadrava numa unidade mais vasta, designada por "Bem Comum".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Tahoma;font-size:85%;"  lang="EN-US" &gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt; Hespanha contrapõe assim ao dualismo Estado/Sociedade Civil o dualismo Bem Comum("Bonun Commune")/Interesse Público.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Tahoma;font-size:85%;"  lang="EN-US" &gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt; Na visão Medieval e Moderna, ao poder não competiria sacrificar os interesses dos privados (Senhores, Conselhos e Corporações) em prol de um suposto superior "Interesse Público", mas concorrer para a sua interharmonização mantendo-os e salvaguardando os seus direitos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Tahoma;font-size:85%;"  lang="EN-US" &gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt; É no conceito de "Estado Centralizador" detentor exclusivo da aplicação do "Interesse Público" que nasce o conceito de "polícia", desconhecido até então e que se traduz como o objecto usado pelo Poder para forçar os membros da Sociedade a sacrificarem os seus particularismos, num reconhecimento implícito da absoluta e insanável contradição entre os interesses particulares e o "Interesse Público", uma contradição que era estranha às mentes medievais, diga-se em abono da verdade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Tahoma;font-size:85%;"  lang="EN-US" &gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt; Hoje em dia, nos meios de comunicação portugueses assistimos frequentemente ao uso e abuso da expressão "forças de bloqueio" entendidas como expressão dos Lobbies e Corporações que recorrem à sua influência na sociedade para bloquearem leis que visam o "interesse público" contraposto às suas perrogativas e privilégios grupais. Entrou assim na consciência colectiva a noção de que as Corporações são algo negativo e corrosivo para o "Bem Comum", o que não corresponde em absoluto à interpretação medieval do conceito e que é preciso fazer renascer para que o Quinto Império seja cumprido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-112738684247917262?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/112738684247917262/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=112738684247917262' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112738684247917262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112738684247917262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2005/09/o-paradigma-estado.html' title='O Paradigma &quot;Estado&quot;'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-112713065639394469</id><published>2005-09-19T12:50:00.000+01:00</published><updated>2005-09-19T12:50:56.400+01:00</updated><title type='text'>Vieira e o "Menino envolto em Luz"</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:Tahoma;font-size:85%;"  lang="EN-US" &gt;"História de António Vieira" p.18&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Tahoma;font-size:85%;"  lang="EN-US" &gt;&lt;br /&gt;J. Lúcio de Azevedo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Tahoma;font-size:85%;"  lang="EN-US" &gt;&lt;br /&gt;Clássica Editora&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;     &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Tahoma;font-size:85%;"  lang="EN-US" &gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mandado à aldeia sem guia, perdeu-se (Vieira) no caminho e, muitto entrada a noite, achava pela frente um rio, o Joanes, ou algum dos confluentes que ao sul e oeste defendem o passo para a povoação (aldeia do Espírito Santo). Não vendo meio de transpôr o obstáculo, pensou em retroceder, mas atemorixzava-o a treva, e o dificultoso de buscar nela o trilho incerto da mata. Como só recurso encomendou-se ao anjo da guarda, e com poucas passadas, eis lhe salta da escuridão um menino envolto em luz: era ele que baixava a acudir-lhe, e então caminhando adiante o conduziu aldeia onde, chegados, desapareceu.&lt;/span&gt;"&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;    &lt;/div&gt;   &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Tahoma;font-size:85%;"  lang="EN-US" &gt;O Brasil português era provavelmente um dos locais mais supersticiosos do mundo, e coexistiam aqui uma miríade de cultos africanos e uma densa e complexa mitologia dos indios brasileiros conjuntamente com o intenso fervor católico de Vieira. Mas querer atribuir a Vieira o fervor suficiente para o fazer inventar uma visão - como sugere Lúcio de Azevedo - é procurar em Vieira um tipo de fanatismo ou de falsidade que nele nunca existiram.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;  &lt;span style=";font-family:Tahoma;font-size:85%;"  lang="EN-US" &gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt; Esta visão do "menino envolto em luz" ocorreu verdadeiramente e nas circunstâncias em que Vieira descreveria mais tarde o evento. É impossível determinar exactamente o que se passou, mas acreditamos que alguma presença entendeu que não fora ainda cumprido o destino de Vieira e decidiu intervir. Um enviado do Futuro (o jesuíta escreveria uma "História do Futuro"), uma entidade sobrehumana. Fosse o que fosse, salvou António Vieira e permitiu assim que o padre produzisse mais tarde os pensamentos que haveriam depois de alumiar o futuro de Portugal.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-112713065639394469?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/112713065639394469/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=112713065639394469' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112713065639394469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112713065639394469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2005/09/vieira-e-o-menino-envolto-em-luz.html' title='Vieira e o &quot;Menino envolto em Luz&quot;'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-112686345576920300</id><published>2005-09-16T10:36:00.000+01:00</published><updated>2005-09-16T10:37:35.776+01:00</updated><title type='text'>O papel da Profecia nas Sociedades Modernas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As profecias têm como grande missão numa sociedade criar coesão, e um objectivo/desígnio nacional. Por isso estão na base de grandes nações como a Maia, a Romana (as profecias celestinas), a Judaica, e até a Cristã e a Islâmica (que podem ser interpretadas como "nações" num sentido lato).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que falta no mundo moderno é precisamente uma visão e expectativa profética que oriente e crie referências para as sociedades materialistas e imediatistas em que vivemos. O retorno à crença no valor social e moral das profecias devolveria ao Homem o seu lugar num mundo que não se esgota no seu aspecto material.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-112686345576920300?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/112686345576920300/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=112686345576920300' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112686345576920300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112686345576920300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2005/09/o-papel-da-profecia-nas-sociedades.html' title='O papel da Profecia nas Sociedades Modernas'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-112656311113205020</id><published>2005-09-12T23:08:00.000+01:00</published><updated>2005-09-13T10:36:02.870+01:00</updated><title type='text'>As Duas Mortes de El-Rei Dom Sebastião</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Segundo o cronista Frei Bernardo da Cruz, que acompanhou a expedição ao norte de África: "... &lt;em&gt;El Rei, tanto que se vio livre das mãos daquelles pagãos, deu em andar pera detraz, e se foi sahindo do campo e da batalha&lt;/em&gt; ..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ponto do texto do cronista ilustra a intenção clara do monarca em fugir do campo de batalha, no mesmo momento em que esta decorria. Dom Sebastião não era alguém que pretendesse combater até à última gota de sangue. Este passo mostra pelo menos que o rei queria escapar vivo ao combate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Luiz de Brito voltando os olhos para o caminho que elçrei tomara o vio hir hum pedão desviado, já sem haver mouro algum que o seguisse, nem apareceram outros adiante, que tão prestes o pudessem encontrar, pera lhe impedir o caminho que levava, que era mui distante do lugar aonde depois dizião que o acharão morto".&lt;/em&gt; O cronista cita uma testemunha ocular que viu o rei afastar-se da batalha e distanciar-se do inimigo, mas mais importante é a referência da distância que medeia entre este último avistamento e o local onde segundo o cronista "&lt;em&gt;dizião que o acharão morto&lt;/em&gt;". O cronista insinua aqui que não crê que o cadáver encontrado e o corpo do rei fossem um só. Se o faz numa obra "oficial", facilmente se deduz qual o espirito reinante entre aqueles que tinham acompanhado o monarca na Campanha de África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sugestivo o relacionamento deste depoimento com o episódio do "embuçado de Arzila". Foi este o caso que na noite seguinte ao combate foram bater à porta da fortaleza fugitivos portugueses, pedindo entrada. A recusa ou hesitação dos de dentro foi vencida ante a declaraçção de estar ali El-Rei D.Sebastião (que seria o embuçado) conseguindo assim entrarem na praça de Arzila.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi dito que dali D. Sebastião pasçsou a um barco da esquadra que levantou ferro com destino à costa de Portugal. Pode tratarçse de apenas uma lenda, e mesmo que relate factos reais pode tratar-se de um grupo de fugitivos que para entrarem dentro das muralhas inventaram o embuste. Seja como for, D. Sebastião não chegou com toda a certeza a Portugal, nenhum dos que afirmaram ser o Desejado, como o "rei de Penamacor", um noviço carmelita; o "rei da Ericeira", um tal de Mateus Álvares; nem Gabriel de Espinosa, apresentaram provas definitivas de o serem. Quanto a Marco Túlio Catizone, muito embora Oliveira Marques negue liminarmente que fosse o monarca desaparecido, a verdade é que os textos que citamos mais abaixo nos transmitiram outra ideia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi no ano de 1597 que chegou a Veneza um português que dizia ser o "Cavaleiro da Cruz" e que viria a dar muito que falar. Eis a sua história contada por ele próprio, a pedido dos poucos portugueses residentes na cidade que com ele logo contactaram.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Demoradamente instado o "Cavaleiro da Cruz" acabou por declarar ser D. Sebastião, e assim relatou o seu drama. Disse que, embora ferido, conseguira salvar-se, tendo sido acompanhado pelo duque de Aveiro, pelos condes de Redondo e de Sortelha, por Cristovão de Távora e ainda por outro fidalgo; que embarcara num navio em Arzila, que o conduziu ao Algarve; que não quis dar-se a conhecer "&lt;em&gt;por lhe custar mais a afronta da derrota do que a perda do Trono, tendo resolvido correr o mundo com os seus companheiros."&lt;/em&gt; Nas nossas investigações não conseguimos determinar quais os nobres aqui referidos, mas o facto de um grupo acompanhar o rei concorda com a lenda do "embuçado de Arzila", assim como concorda o seu embarque nessa praça. Por outro lado, não é suspeito o facto destes nobres da alta nobreza acompanharem o monarca, visto que não seria provável que estes nobres tivessem abandonado o rei em alguma ocasião, excepto em caso de morte ou de impossibilidade absoluta, como o cronista refere que ele se "afastou" podemos crer que se afastou sózinho, mas essa seria uma leitura precipitada, com efeito, o grupo que comandou do exército, segundo a "Crónica de D. Sebastião" nunca deixou o monarca, e esse mesmo grupo pode ter acompanhado o rei no exílio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O monarca teria entrado nalgumas guerras contra os infiéis no oriente da Europa e na Ásia, recebendo vários ferimentos e tencionando por fim recolher-se em penitência a um ermitério em companhia de um santo homem que por lá conhecera, e acabar aí a vida. Tendo confidenciado com o velho eremita a sua identidade, foi aconselhado por este a regressar à pátria. Resolveu então ir a Roma expôr a sua situação ao Papa. Como a sua estadia em Veneza tomasçse proporções de relevo, imediatamente se pôs em acção o embaixador do rei de Espanha pedindo ao doge a prisão do "Cavaleiro da Cruz" a pretexto de ser mais um falsário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1599, partindo de Roma, onde residia, e constando-lhe o que se passava, vai a Veneza o dominicano Frei Estevão de Sampaio com o fim de saber se o "Cavaleiro da Cruz" seria realmente D. Sebastião. Debalde o tentou porque, estando em Veneza, não lhe foi permitido avistar-se com o prisioneiro, mantido incomunicável. Em resultado vem a Portugal para obter os sinais físicos de identificação do sobeçrano, que lhe pediram, o que conseguiu do notário Tomé da Cruz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Regressando à cidade dos doges foi de novo impedido de ver o prisioneiro português em resultado dos impedimentos conseguidos pelo embaixador de Espanha, sempre muito activo neste caso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Movimentando cortes estrangeiras e implorando a ajuda da Igreja, volta a Roma, depois de novo a Veneza, para no fim de constantes recusas visitar em segredo o prisioneiro por especial favor do Doge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conclusão a que chegou Frei Estevão de Sampaio e que consta da carta dirigida ao Padre José Teixeira (protegido de Henrique IV de França) é que os sinais se verificavam exactamente no misterioso prisioneiro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Transcrevemos a carta: "&lt;em&gt;o rei de Portugal está detido, como prisioneiro nesta cidade, há vinte e dois meses, por um julgamento secreto de Deus, que permitiu que tenha chegado aqui pobre, por ter sido roubado, mas esperando encontrar auxílio nesta república. O embaixador de Castela persegui-o vivamente persuadindo a Senhoria de que é um ladrão calabrês, o que ele prometia provar e imediatamente procedeu contra ele, conforme as informações do embaixador. Tem-no sepultado na prisão, sem o deixar ver nem o querer soltar, nem fazer algum acto de justiça... &lt;/em&gt;&lt;em&gt;Juro-lhe, pela Paixão de Jesus Cristo, que ele é tão verdadeiramente o rei D. Sebastião como eu sou o Frei Estevão. Se isto não é assim, eu seja condenado não somente por mentiroso, mas por renegado, blasfemador e herético. Fiz grandes diligências em Portugal por este motivo. Fui lá e regressei. Soube secretamente que dos dezasseis sinais que tinha no seu corpo desde a infância, de que trouxe certificado autêntico de Portugal, ele os tem todos, sem falhar algum e sem contar as cicatrizes das feridas da batalha.&lt;/em&gt; "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De vital importância para este trabalho é esta carta. Na época, além do conhecimento pessoal, também se recorria ao método dos sinais. Tamanha coincidência não parece crível, e o facto de frei Estevão de Sampaio ter observado as cicatrizes no corpo do preso mostra que não se tratava de um simples embustor, mas de alguém que tinha combatido. Tais cicatrizes não as deve ter ganho na fatídica batalha mas nas peregrinações no Oriente, pois a "Crónica de D. Sebastião" não refere que o rei tenha sido ferido antes de ter fugido do campo de batalha. Por outro lado, o espírito de cruzada era forte na alma do monarca e não surpreende que depois de humilhado pela derrota tenha aliviado a sua consciência combatendo os muçulmanos no Oriente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O certo é que ao fim de muitas tentativas de julgamento, e em consequência de 27 interrogatórios minuciosos a que foi sujeito, o senado da República de Veneza, convencido de que se tratava realmente do infortunado rei de Portugal, limitou-se inesperadamente a soltá-lo na noite de 15 de Dezembro de 1600 mas, receoso de complicações com o poder castelhano, pôs-lhe a condição de abandonar a cidade no prazo de 24 horas e os limites da República Veneziana no prazo de 3 dias. Se fosse um impostor e dado o peso de Espanha junto de Veneza, não parece crível que tivesse sido solto e muito menos que tivesse merecido 27 interrogatórios.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Da cidade adriática passou disfarççado para Itália, o que não o livrou de voltar a estar preso em Florença e Nápoles, sempre sob a perseguição de Madrid. "&lt;em&gt;O conde de Lemos, vice-rei de Nápoles, teve com ele largas conferências, em que falaram das maiores particularidades relativas a duas embaixadas com que Filipe II o enviara a D. Sebastião. O conde ficou tão crente que ele era o próprio rei, que lhe suavizou muito a prisão, e à hora da morte disse a seu filho e sucessor: "Declaro que este homem é o verdadeiro Sebastião rei de Portugal."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Continuemos a transcrever, agora o seguinte e extraordinário episódio.&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;O duque e a duqueza de Medina Sidonia quiserão vê-lo; e depois de larga conversação, Sebastião perguntou ao duque se ainda possuia uma espada que lhe dera quando passou a África. (...) O rei D. Sebastião, respondeu o duque, deu-me uma espada, que eu ainda conservo.&lt;/em&gt;" E dizendo que a reconheceria, posto que fossem passados vinte e quatro anos, o duque mandou trazer doze espadas, as quais assim que D. Sebastião viu, disse que não vinha ali. O duque mandou trazer mais algumas, e tanto que D. Sebastião para ellas olhou, logo apontou para a mesma. "&lt;em&gt;A duquesa, sua prima, perguntou Sebastião se ainda tinha o anel que lhe dera. A duqueza lho mostrou, elle o reconheceu e disse: "Este anel tem debaixo da pedra gravado o meo nome. Foi desencravado e achou-se efectivamente o que Sebastião dissera.&lt;/em&gt;"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A par destes curiosos episódios de identificação temos os dos Três Breves Pontifícios, de sucessivos três Papas. O primeiro é de Clemente VII datado de 1598 e reza assim: "&lt;em&gt;Clemente VIII, por divina providência servo dos servos de Deus: Saúde e paz em Jesus Christo Nosso Senhor, que de todos é verdadeiro remédio e salvação: Fazemos saber a todos os nossos filhos carísçsimos, que debaixo da protecção do Senhor virem com fervosa fé em especial aos do reino de Portugal, que o nosso mui amado filho D. Sebastião Rey de Portugal se apresentou pessoalmente n`esta Cúria Romana no Sacro palácio, fazendo-nos com muita instância e supplica o mandassemos meter na posse do seu reino de Portugal pois era o verdadeiro e legítimo Rey d`elle; que por peccados seus e juiso divino se perdera em África indo peleijar com El Rey Maluco na campo de Alcácere Quibir, e até agora estivera oculto e não quizera dar conta de si por meter tempo em meio dos males que succederam por seu conselho, e que para justificar ser o próprio estava prestes para dar toda a satisfação que lhe fosse pedida: E considerando nós o cazo, como somos juiz universal entre os príncipes cathólicos, mandamos por conselho dos cardeaes em conclave que apparecesse; e, feito, se fez examinar com muita miudeza como convinha a tal cazo de que se fizeram processos em várias naçons e no dito Reyno de Portugal por pessoas qualificadas, assim dos signaes do seu corpo, como de outros mais miudos do seu reino, ajunctando as partes por onde andou, e de sua vida e costumes, como outras particularidades importantes para a verdade ser mui claramente sabida, não nos fiando por uma só vez, mas por muitas, e por pessoas constituidas em dignidade sacerdotal, e por seculares titulares, do que se fizeram os processos que no Archivo desta curia se pozeram, e que uns e outros se conferiram a 23 de Dezembro de 1598&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo Breve e do Papa seguinçte, Paulo V, sentenciado 19 anos depois de Clemente VIII, e que copiamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Paulo V, Bispo de Roma, servo dos servos de Deus: Ao nosso mui amado filho Phelipe III. Rei de Hespanha, Saúde em Jesus Christo Nosso Senhor, que de todos é verdadeiro remédio e salvação: fazemos saber que por parte de El Rey D. Sebastião, que se dizia ser de Portugal, nos foi apresentada uma sentença Appostólica de nosso antecessor Clemente outavo, de que constou estar julgado pelo verdadeiro Rey e legítimo de Portugal, nos pedia humildemente mandássemos por nosso Núncio assim o declarasse para effeito de se lhe dar a posse pacifica, mandamos a vós Philipe III, Rey de Hespanha, em virtude da sancta obediência que dentro de nove mezes, depois da notificacão d'esta, largueis o dito Reyno de Portugal a seu legítimo successor D. Sebastião mui pacificamente sem efusão de sangue e sob pena de excommunhão maior lata sentêntia da maneira que está julgada: Dada em esta Cúria Romana sob o signal do Pescador a 17 de Março de 1617&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiro Breve, do Papa Urbano VIII, este 32 anos depois do antecedente. D. Sebastião teria 76 anos de idade quando por esta última vez reclamou os seus direitos em Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o Texto do Breve: "&lt;em&gt;Urbano VIII por Divina Providência Bispo de Roma, Servo dos Servos de Deus. A todos os arcebispos e Bispos e pessoas constituidas com dignidade que vivem debaixo do amparo da Igreja Cathólica, em especial aos do Reyno de Portugal e suas conquistas, saúde e paz em Jesus Christo nosso Salvador que de todos é verdadeiro remédio e salvação: Fazemos saber que por parte do nosso filho D. Sebastião Rey de Portugal nos foi aprezentado pessoalmente no Castello de Sancto Angelo duas sentenças de Clemente Outavo e Paulo Quinto nossos antecessores, ambas encorporadas, em que constava estar justificado largamente ser o próprio Rey e nesta conformidade estava sentenciado para lho largar Felipe III Rey de Hespanha, ao que não quiz nunca satisfazer; pedinçdoçnos agora tornassemos de novo a examinar os processos, e constando ser o próprio o mandassemos com effeito investir da posse do Reyno. Dada em esta Cúria Romana sob o signal do Pesçcador aos 20 de Outubro de 1630&lt;/em&gt;".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E então o testemunho de D. João de Castro (o neto do grande Vice-Rei da India) sobre o prisioneiro de Veneza? "&lt;em&gt;Eu me obrigo desde aqui e respondo pelo Altíssimo até o fazer bom com todo o tormento em meu corpo como é verdade que é aquele Preso o verdadeiro Rei de Portugal Dom Sebastião.&lt;/em&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo que acima escrevemos, pelos documentos que citamos ficou-nos uma forte convicção de que o prisioneiro de Veneza seria de facto o rei português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De especial peso temos os três Breves dos três papas e o ocorrido com o Conde de Lemos. Vimos como o rei quis fugir da batalha, vimos como o pode ter feito, e mencionamos a lenda do seu embarque em Arzila para a costa do Algarve. Vimos também como são numerosas as provas que indicam tratar-se realmente do nosso monarca desaparecido, desde a semelhança física, à presença de todos os sinais do monarca, a identificação da espada de entre doze outras, e o ainda mais convincente episódio do anel, são as provas que convenceram o tribunal veneziano, Frei Estevão Sampaio, o Conde de Lemos, e acima de tudo, os três Papas, estes estavam na posse de todos os daçdos, de todos os inquéritos e reuniam toda a informação reunida pelos restantes. Foi justamente na posse destes dados que emitiram estes Breves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme vimos, tudo indica que se tratasse efectivamente do nosso monarca desaparecido. Após três anos de permanência em Itália, o pretendente ao trono português acabou por ser aprisionado por agentes de Espanha e pouco depois executado juntamente com alguns dos partidário que conseguira reunir à sua volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria esta a segunda morte de el rei D. Sebastião...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-112656311113205020?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/112656311113205020/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=112656311113205020' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112656311113205020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112656311113205020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2005/09/as-duas-mortes-de-el-rei-dom-sebastio.html' title='As Duas Mortes de El-Rei Dom Sebastião'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-112652027878013098</id><published>2005-09-12T11:16:00.000+01:00</published><updated>2005-09-12T11:17:58.786+01:00</updated><title type='text'>O criptojudaísmo de Vieira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"História de António Vieira" p.14&lt;br /&gt;J. Lúcio de Azevedo&lt;br /&gt;Clássica Editora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez uma das raízes para a compreensão do pensamento multiculturalista e tolerante do padre António Vieira estivesse no facto de ter tido por bisavó uma mulher de cor. Muitas vezes as posições filósoficas de alguém radicam no seu passado individual e o próprio Sigmund Freud encontrou a motivação para a sua Psicologia nos seus problemas pessoais. Ignora-se a raça exacta da avó de Vieira: negra, india ou moura. Negros havia muitos no Portugal da época de Vieira (segundo certas estimativas chegariam a 10% da população) e havia ainda algumas comunidades mouriscas em algumas cidades do país. O próprio Vieira tinha ainda alguns traços fisionómicos que pareciam indicar uma qualquer mestiçagem no seu sangue, conforme refere Lúcio de Azevedo a propósito do seu retrato feito em Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hipótese da origem marrana ou até judaica de Vieira é tambêm levantada por Lúcio de Azevedo, quando alude à recusa a seus pais da recepção na Ordem de Cristo por motivos que estariam relacionados com a "limpeza do sangue". Os próprios contactos privilegiados que manteriam coim cabalistas judaicos poderiam reforçar a tese das raízes judaicas de Vieira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soubesse Vieira ou não a verdadeira origem dos seus antepassados, o certo é que as influências judaicas estiveram na origem do seu profundo Messianismo - transferido para a pessoa de Dom João IV - e não é totalmente impossível, ainda que seja improvável - que Vieira descendesse de pais criptojudeus, isto é, de portugueses que praticavam secretamente a religião de Moisés.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-112652027878013098?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/112652027878013098/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=112652027878013098' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112652027878013098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112652027878013098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2005/09/o-criptojudasmo-de-vieira.html' title='O criptojudaísmo de Vieira'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-112627841483451678</id><published>2005-09-09T16:03:00.000+01:00</published><updated>2005-09-09T16:06:54.850+01:00</updated><title type='text'>Os Malefícios do Catolicismo</title><content type='html'>Boa parte da situação em que Portugal se encontra agora encontra as suas raízes na época em que Dom João II introduziu a Santa Inquisição no nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. A Fuga de Capitais&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com as perseguições que a partir de Dom Manuel foram feitas em Portugal à comunidade hebraica foram criadas as condições que obrigaram os judeus a deslocarem a maioria dos seus "cabedais" (como se dizia na época) para o estrangeiro, sobretudo para os países do norte da Europa, criando aqui as bases de capital para a prosperidade de que ainda hoje gozam e esvaziando a capacidade portuguesa de financiar e organizar empreendimentos no exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. A Perda do Espírito Empreendedor&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sendo especuladores e empreendedores natos a fuga dos judeus retirou à sociedade portuguesa as suas características mais dinâmicas e activas tornando-a num monstro social passivo e ressentido sempre pronto a colocar no exterior todas as responsabilidades por tudo. Se na raíz do impulso para os Descobrimentos estiveram várias razões de teor económico e religioso o financiamento dos empreendimentos e até o progresso científico esteve nas mãos de muitos judeus. A sua fuga esvaziou Portugal de uma preciosa energia vital cuja falta é hoje observável em tantos aspectos da vida portuguesa contemporânea. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. A Vingança&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Muitas das famílias judaicas que foram perseguidas, expulsas ou que foram vítimas da "Santa" Inquisição e que acabaram por encontrar refúgio nos países do norte da Europa (sobretudo na Holanda) viriam a alimentar um forte sentimento de ressentimento contra o país que os expulsou e assassinou os seus familiares.&lt;br /&gt;O princípio do fim do Império Português coincidiu com os primeiros ataques de corsários ingleses e holandeses a navios portugueses da Rota do Oriente, seguidos pouco depois pelas primeiras ocupações de feitorias portuguesas na Ásia e pelas expedições frustadas contra Angola e o Brasil. Todas estas actividades exigiram uma grande concentração de  capital e este estava em grande medida nas mãos dos mesmos judeus  que a sanha católica tinha expulso de Portugal e que assim encontraram forma de vingar - justamente - as perseguições contra eles lançadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. O Receio pela Diferença e da Inovação&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente o maior dano jamais provocado pelo catolicismo a Portugal foi o sentimento de receio pela Diferença, Inovação no Pensamento que existe imanente em todos os portugueses e que gravada na memória colectiva de Portugal por muitos séculos depois do fim da actividade da Inquisição em Portugal. O virus entao inserido na Alma Portuguesa haveria de chegar ate hoje, e a opressao pesada do Salazrismo com uma censura omnipresente e mais sentida do que real (o que é infinitamente mais danoso, porque implica uma interiorização do Sentimeno e não mais uma impressão exterior) levaria Portugal à triste situação em que hoje se encontra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. O Medo pelo Estado&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A Inquisição Católica sempre dependeu do chamado "Braço Secular" para fazer aplicar as suas vis "cristãs" torturas e execuçðes pelo fogo. O "Braço Secular" era o do Estado, obviamente. Posteriormente, em pleno sêculo XX Portugal conheceu o segundo grande momento castrador da sua História no Salazarismo, onde de mão dada com a Igreja Católica se haveria de cometer o segundo grande crime contra a grandeza dos destinos de Portugal com a instauração da Censura e da PIDE, ávidas por perseguir e fazer calar todos aqueles que se erguessem contra o Beatismo feito Regime e Religião oficial do Estado português. O receio provocado na Alma Portuguesa por sobressair, por "chamar a atenção à PIDE" haveria de se infliltrar subliminarmente em todos nós e seria o causador da Inveja, sentimento colectivo que tanto dano causa, porque critica negativamente a acção e convida ao imobilismo que tanto era apreciado por Salazar e pelos seus pares políticos contemporâneos e que hoje se faz sentir de forma particularmente intensa na acção bloqueadora dos Lobbies de interesses (Advogados, Juízes, Médicos, Funcionários Públicos, ec.) que se movem sempre para defender a manutenção do Status Quo que mantém Portugal um país atrasado e retrógado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-112627841483451678?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/112627841483451678/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=112627841483451678' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112627841483451678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112627841483451678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2005/09/os-malefcios-do-catolicismo.html' title='Os Malefícios do Catolicismo'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-112621976759276164</id><published>2005-09-08T23:30:00.000+01:00</published><updated>2005-09-09T00:08:02.993+01:00</updated><title type='text'>Os Cinco Impérios de António Vieira</title><content type='html'>O conceito de "Quinto Império" não é uma invenção absoluta da mente do Padre António Vieira, que o elaboraria no papel, pela primeira vez numa nota manuscrita que haveria de ser anexada ao seu processo na Inquisição e que foi redigida em 1649, quinze anos antes da redacção da "História do Futuro". É contudo certo que foi através deste padre jesuíta que a expressão "Quinto Império" veio a conhecer a luz do mundo, diversos autores referiam anteriormente a chegada eminente de um civilização de novo tipo, prenhe de promessas de paz e estabilidade que se estendesse por todo o Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta romano Virgílio (Bucólicas, Poema IV) acreditava na vinda de uma criança que haveria de reinar como Deus num mundo de abundância. O poeta chegaria a identificar essa criança com o filho do imperador Augusto, mas quando a gravidez da imperatriz chegou ao termo e esta deu à luz uma menina, a profecia haveria de se revelar inconcreta, assim como a de Vieira que insistiria até ao último momento em identificar Dom João IV com o prometido "Imperador do Quinto Império".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de Virgílio, também o poeta grego Píndaro e o filósofo Platão acreditavam no regresso a um "Mundo de Ouro", uma época ídilica em que todos os homens haveriam de viver em paz e harmonia. Provavelmente, a tese de Vírgilio há-de ter encontrado aqui a sua inspiração....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas até em Portugal, ainda antes da aparição de Vieira no século XVII, já corria em Portugal a corrente subterrânea de que para o país estaria reservado um papel diferente e supremo, tão cedo desde o misterioso "Milagre de Ourique" que estaria na base da fundação da nacionalidade e até na sua refundação aquando da chegada do Mestre de Aviz à realeza e que o cronista Fernão Lopes deixa transparecer quando na sua crónica escreve: "Da Sétima Idade que começou no tempo do Mestre (...) na qual se levantou outro mundo novo e nova geraçom de gentes"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Profecia de Daniel (II, 31-45), invocada na "História do Futuro" de António Vieira (obrigado ao &lt;a href="http://espreitador.blogspot.com/"&gt;Espreitador &lt;/a&gt;pela recordação). o jesuíta apresenta a sua lista (e podemos dizer que esta é a lista "original", uma vez que existem outras versões) dos Quatro Impérios a que sucederá o Quinto: Assírios (Ouro), Persas (Prata), Gregos (Bronze) e Romanos (barro e Ferro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, estranha-se a inclusão nesta lista do "Império dos Gregos", porque efectivamente não houve nunca nenhum império grego na mais pura acepção da palavra... Os gregos da Antiguidade Clássica sempre foram demasiado desunidos, turbulentos e ciosos da independência das suas cidades-estado para formarem qualquer coisa semelhante a "Império Grego", o que houve efectivamente foi um "Império Macedónico ou de Alexandre Magno" que não sobreviveu à morte do seu sonhador, e que sendo de língua grega e dominado fundamentalmente por cidadãos oriundos da península grega pode merecer tal designação com alguma propriedade. Vieira esclarece esta questão quando escreve: "dividiu-se em três reinos, do Egipto. da Macedónia, e da Ásia, em que se continuou com desigual fortuna e duração". Sendo estes três reinos, o do Egipto Ptolomaico, o da Síria e Ásia dos Seleucidas e a Macedónia, que se separou das províncias orientais e sobreviveria até à conquista romana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Umas últimas notas a propósito dos Cinco Impérios de Vieira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Os quatro primeiros estão associados a metais, ou seja, a produtos da actividade metalúrgica humana, mas o quinto é o da Pedra, um material de origem natural que escapa ao fabrico humano... É como se Vieira quisesse dizer que todos os impérios universais anteriores tinham sido coisa humana, "fabricação do Homem", mas que o Quinto haveria de ser diverso, verdadeiramente natural e original, além de superior aos quatro precedentes, porque haveria de derribar a estátua formada em diferentes partes pelas alegorias destes quatro impérios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) A deslocação do centro de poder de Oriente para Ocidente é evidente nesta lista de Vieira. À medida que os impérios dão lugar aos seus sucessores, o seu centro de gravidade desloca-se cada vez mais para Ocidente. Começa em Nínive, capital Assíria, mantem-se depois no Oriente, em Persepolis e desloca-se depois para a Grécia, Síria e Egipto e por fim para Roma. O Quinto Império esse, haverá de ser localizado no extremo europeu, nessa Finisterra de Pessoa chamada Portugal, o ponto mais ocidental do verdadeiro continente chamado Eurásia (onde o falso continente "Europa" não representa mais do que um apêndice).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) A sucessão dos metais: Ouro, Prata, Bronze, Ferro e regresso ao Ouro (Quinto Império) invoca os mitos hindus que referem o ciclo Yuga, uma sucessão de quatro idades do mundo e um regresso ao "Mundo do Ouro" no final da passagem da roda do tempo. Este "mito do eterno retorno" (Mircea Eliade) está gravado na consciência colectiva de todos os povos de matriz indoeuropeia e trespassa todas as sociedades europeias modernas. Neste ponto, Vieira deixa transparecer esta influência e insere-se num quadro de pensamento indoeuropeu&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-112621976759276164?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/112621976759276164/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=112621976759276164' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112621976759276164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112621976759276164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2005/09/os-cinco-imprios-de-antnio-vieira.html' title='Os Cinco Impérios de António Vieira'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-112613298234312245</id><published>2005-09-07T23:42:00.000+01:00</published><updated>2005-09-08T10:33:25.750+01:00</updated><title type='text'>Quinto Império: O Papel da Pulsão Sexual no Governo das Sociedades</title><content type='html'>A nossa tese é a de que todos os actos humanos são de uma forma ou de outra motivados pela pulsão sexual. É ainda nossa tese segundo a qual a aversão íntriseca e antinatural do Cristianismo em relação à Sexualidade explica a decadência do homem cristão (o Islão é hoje a religião universal com maior nùmero de crentes) e o aborto do projecto de Império Universal sonhado por Dom Manuel I e pelos portugueses de Quinhentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Efectivamente, o Sexo é a força motriz da Arte, do Poder, da Guerra, da Ciência, de todas as actividades humanas. Se alguém busca a fama usando para tal o seu cérebro quando elabora uma profunda e detalhada teoria científica; se alguém usa a mão e a Mente para pintar um belo quadro ou uma escultura desenvolta, fá-lo para merecer a admiração alheia e para granjear a atenção do sexo oposto, aumentando assim as suas possibilidades de gerar descendência, essa eterna obsessão da Mãe Natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negar ao Sexo a importante e central parte que ele ocupa nas nossas vidas é promover a aparição de traumas e desvios de comportamento que não afectam um indíviduo isolado mas que corroem e destroem sociedades inteiras. É certo  que a energia anímica que o Homem deixa de consumir nas actividades sexuais com a repressão do Sexo fica disponível para as restantes actividades e essa disponibilidade explica os sucessos espectaculares mas fugazes de fenómenos como a conquista espanhola da América do Sul ou como a expansão dos Puritanos ingleses na América do Norte. Mas estas sociedades não geram corpos estáveis e duradouros, ou a américa espanhola não se revoltou em peso e não houve uma Guerra Civil nos EUA no século XIX ? Em oposição, o Brasil português - onde sempre houve uma atitude muito mais  tolerante em relação à pulsão sexual manteve-se unificado e conheceu um processo de independência muito mais pacífico onde o próprio filho do rei português assumiria o governo.&lt;br /&gt; Em conclusão, estabelecer um qualquer tipo de regime de governo que assente num qualquer tipo de negação ou repressão da poderosa pulsão sexual é estabelecer uma sociedade doente e instável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-112613298234312245?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/112613298234312245/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=112613298234312245' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112613298234312245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112613298234312245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2005/09/quinto-imprio-o-papel-da-pulso-sexual.html' title='Quinto Império: O Papel da Pulsão Sexual no Governo das Sociedades'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-112608932932902561</id><published>2005-09-07T11:32:00.000+01:00</published><updated>2005-09-07T11:35:29.336+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Pequena Nota sobre Bandarra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito da referência do &lt;a href="http://espreitador.blogspot.com"&gt;Espreitador &lt;/a&gt;a "o Quinto Império anunciado para depois do segundo é o império espiritual português." gostaria de acrescentar o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A citação é da primeira quadra do III corpo das Trovas de Bandarra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que haveis de ser o Quinto&lt;br /&gt;Depois de morto o Segundo&lt;br /&gt;Minhas profecias findas&lt;br /&gt;Nestas letras que vos aqui pinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandarra deixa claro que se trata de "profecias" e como em qualquer profecia, o papel deixado a interpretação é imenso, do tamanho do Mar Oceano. É assim que existem tantas interpretações das Centúrias de Nostradamus quantos os autores que delas trataram... Com Bandarra nâo será diferente. Contudo, não nos parece absurdo associar a este "segundo", o nome de el Rei Dom João II, precisamente aquele com o qual se deu início à gesta dos Descobrimentos e da fundação do primeiro Império Português, o Quinto começaria assim com Dom Manuel I, o Venturoso, o monarca que levaria a bandeira das Quinas até às índias, formando o cerne do Império Universal e Universalista que depois a sanha católica de Dom João III haveria de perder pela mâo da Santa Inquisição e que o fanatismo de Dom Sebastião se encarregaria de encerrar de um modo quase definitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Quinto (Quinto Império) seria assim o sucessor do Segundo, fundado por Dom João II (Segundo), continuando este na intençâo universalista e mundial, na boa tradição da esfera armilar manuelina e após terem sido vencidos os obstáculos lançados pelo fanatismo católico no Destino e Caminho de Portugal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-112608932932902561?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/112608932932902561/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=112608932932902561' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112608932932902561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112608932932902561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2005/09/pequena-nota-sobre-bandarra-propsito.html' title=''/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-112594673121391028</id><published>2005-09-05T19:58:00.000+01:00</published><updated>2005-09-05T19:58:51.220+01:00</updated><title type='text'>Uma Nova Regionalização</title><content type='html'>&lt;p&gt;De norte a sul do país as Câmaras Municipais estão infectadas por esse virus da corrupção e do crime que é o sector imobiliário, que, para manter os elevadíssimos e imorais lucros não hesita em arrastar todos os portugueses para a falência e que obriga as Câmaras municipais a cederem às suas pressões autorizando praticamente todo o género de construções em praticamente todo o género de sítio.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;É preciso que as Câmaras tenham que depender tanto das verbas com origem no sector da Construção, como a SISA/Imposto Autárquico e que passem a depender sobretudo de rendimentos próprios, como os gerados pelas empresas municipais e por impostos directos.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Acima de tudo, é preciso canalizar algumas receitas de impostos directamente para as Câmaras sem que passem pelo Governo Central. É preciso reinventar o "Regionalismo" numa versão autárquica, entregando às Câmaras a maioria das responsabilidades de gestão dos seus municípios e mantendo no Governo Central apenas as competências que este poderá desempenhar melhor, como os Negócios Estrangeiros, a Defesa, etc. Responsabilidades como a Educação, a Saúde, a Polícia, os Bombeiros, deverão pertencer à esfera municipal. Para tal, o IRS e o IRC devem ser divididos, entregando-se uma parte directamente ao município de residência e a a outra parte ao governo central.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Por fim, é preciso desencadear uma verdadeira "Operação Mãos Limpas" arrastando para as prisões os Isaltinos, Fátimas e "Majores" Loureiros que com menor mediatismo polulam por todo o país. Concedam-se os devidos meios à PJ e deixem-na trabalhar.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-112594673121391028?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/112594673121391028/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=112594673121391028' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112594673121391028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112594673121391028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2005/09/uma-nova-regionalizao.html' title='Uma Nova Regionalização'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-112453321308690770</id><published>2005-08-20T11:19:00.000+01:00</published><updated>2005-08-20T11:20:13.090+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>“(...) daquilo a que hoje se chama Europa, não creio que a Europa da gente loira, ordenadora e filosófica seja muito mais do que isso, ordenadora e filosófica, e possa ver-se livre, a não ser por uma transformação que lhe atingiria o próprio cerne, daquele feitio utilitário, prático e mecânico, que a América do Norte, sua herdeira, lebou às últimas consequências.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;“Reflexão” de Agostinho da Silva; Guimarães Editores, Lisboa, 1990&lt;/p&gt;    &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;página 26&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-112453321308690770?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/112453321308690770/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=112453321308690770' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112453321308690770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112453321308690770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2005/08/blog-post.html' title=''/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-112438708195930860</id><published>2005-08-18T18:31:00.000+01:00</published><updated>2005-08-18T18:44:41.963+01:00</updated><title type='text'>O desrespeito pela Lei</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2258/1427/1600/IMAGE_00019.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2258/1427/320/IMAGE_00019.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal parece existir um desrespeito crónico e endógeno pela Lei. Por todo o lado, encontramos diversos exemplos deste desprezo e não é preciso procurar muito para encontrar casos desta violação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exemplo anexo mostra dois vasos de flores colocados em frente de uma saída de emergência da Estação de Serviço de Grândola (A2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A explicação mais comum para este desprezo passa pelo excesso de controlo ocorrido durante o Salazarismo, a que se seguiu uma descompressão excessiva durante o período do chamado "Verão Quente" de 1975. Sequelas desta descompressão viveriam ainda hoje na nossa Sociedade e explicariam fenómenos como este ou como aquele carro da PSP que na mesma semana encontrei estacionado sobre uma passadeira para peões à frente do tribunal de Vila Real de Santo António na mesma semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas será que a "descompressão do Salazarismo" explica completamente este fenómeno? Ou será que é porque os portugueses não sentem simplesmente respeito por um Estado que não sentem seu, que os aliena e que os trata como "pessoa estranha" a recordar apenas em vésperas de eleições?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fenómenos deste género provam que o laço entre Estado e "Res Publica" / "Coisa Pública" foi diluído e só mantêm um mínimo de coesão quando usa os mecanismos de repressão que restaram do Salazarismo (Polícia, Tribunais, etc.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os portugueses não se sentirem como coautores da Lei, não participarem da sua Redacção não se sentirão obrigados a cumprir a Lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a "Democracia Representativa" não fôr abolida como sistema democrático que permite o florescimento de grupúsculos de interesses particulares conhecidos como "Partidos" e não foram implementados sistema de governo baseados na Democracia Directa, não haverá a ligação sólida e imediata que deve existir entre o Cidadão que faz a Lei e a Lei que Rege o Cidadão. Condição Sine Qua Non para Cumprir o Quinto Império.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-112438708195930860?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/112438708195930860/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=112438708195930860' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112438708195930860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112438708195930860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2005/08/o-desrespeito-pela-lei.html' title='O desrespeito pela Lei'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-112429201000646898</id><published>2005-08-17T16:19:00.000+01:00</published><updated>2005-08-19T11:14:28.866+01:00</updated><title type='text'>Do Papel da Religião</title><content type='html'>Uma imensa parte da responsabilidade pelo estado desastroso e aparentemente irreversível deste país cabe ao Catolicismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Catolicismo, como qualquer religião, sabe cristalizar as energias de uma nação e focar a sua dissipação num objectivo único, de âmbito nacional e capaz de ultrapassar a chamada "Tirania do Presente", levando o Homem até destinos normalmente impossíveis ou inalcansáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É através da religião que os portugueses foram até à índia e conquistaram aquele que foi o segundo maior império colonial da História. Muitos historiadores, depois de António Sérgio, tentaram valorizar as causas políticas e económicas da Expansão Portuguesa, esquecendo frequentemente que o Homem Medieval e Renascentista atribuía à religião um peso completamente diverso daquele que o Homem Contemporâneo atribui. Para este Homem passado tudo na vida era feito e concebido em função de um dado objectivo espiritual e não devemos julgar o Homem do passado segundo nas nossas bitolas modernas. Se as expedições portuguesas do Infante Dom Henrique, segundo Zurara, pretendiam "traficar escravos e mercadorias", faziam-no porque sinceramente se acreditava que a riqueza económica resultante serviria para financiar futuras explorações, e que estas tinham sempre como objectivo principal, "libertar Jerusalém" e estabelecer aliança com esse mítico potentado cristão que era o Prestes João.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os povos do mundo que num dado momento conseguiram realizar feitos notáveis, conseguiram-no sempre embuídos de um forte sentido religioso, porque somente um objectivo transcendente parece conseguir levar o Homem a sair da mediania e a alcançar o seu Destino. A Rùssia conseguiu vencer a poderosa Alemanha Nazi depois de ter estado à beira da catástrofe porque a crença mítica nas virtudes do sistema comunista lhe transmitiu as energia sobrehumanas necessárias. A Grã-Bretanha logrou conquistar o maior império colonial da História assente numa sólida religião protestante que não só tolerava como incentivava o lucro comercial, sendo este protestantismo reforçado pela promessa mítica das Gestas Arturianas. A própria actual dominação americana/bushista do Mundo assenta sobre uma crença providencial ultraprotestante que coloca os EUA na posição de "terra preferida de Deus", o que explica parcialmente a actual agressividade da política externa americana, convicta do papel providencial e divino dos EUA no Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esclarecido este ponto que defende a importância da religião numa Alma Nacional, isso pode contribuir para as causas da presente decadência de Portugal. O actual ateísmo é uma das barreiras mais fortes que é necessário vencer para recolocar Portugal no rumo do crescimento e do cumprimento do seu verdadeiro papel no Mundo: a fundação do Quinto Império.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, o Catolicismo não é a via que deve ser seguida para fazer regressar Portugal ao cumprimento da sua misão universalista...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-112429201000646898?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/112429201000646898/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=112429201000646898' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112429201000646898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112429201000646898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2005/08/do-papel-da-religio.html' title='Do Papel da Religião'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-112402828493223391</id><published>2005-08-14T15:04:00.000+01:00</published><updated>2005-08-14T17:33:41.250+01:00</updated><title type='text'>O Quinto Império: "melting pot"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2258/1427/1600/74.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2258/1427/320/74.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O multiculturalismo do Quinto Império nada tem que ver com o suposto "melting pot" dos Estados Unidos. Multiculturalismo implica respeito e tolerância pelas culturas alheias e só pode existir respeito e tolerância se existirem culturas exteriores. Roma soube respeitar as culturas dos povos que conquistou tolerando as suas crenças religiosas sempre que estas respeitassem a administração e as leis romanas, o mesmo fizeram os portugueses até ao advento do fanático católico que foi Dom João II. Multiculturalismo não deve ser confundido com aculturação. Uma cultura suficientemente desenvolvida não pode ser fácilmente anulada e se um invasor pretender anular uma determinada cultura de um país estrangeiro que ocupa ou sobre o qual exerce uma forte influência acabará por criar contradições internas nessa cultura tão violentas que forçosamente acabarão por provocar uma explosão de violência, tanto mais intensa, quanto mais forte fôr a tentativa de aculturação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A riqueza que advém dos intercâmbios culturais só pode existir enquanto existirem culturas diversas que possa interagir e o presente rumo do processo designado de "globalização" tende a anular as diferenças entre culturas, misturando tudo e todos numa amalgama imperceptível e disforme a que os crentes liberais de serviço chamam de "cultura global", mas que na realidade mais não é do que uma versão abastardada da cultura americana. As crianças etiopes que têm camisolas do Eminen, os nativos que combatem contra o imperalismo javanês em Irian Jaya com espingardas Kalashnikov russas e os índios amazónicos de calções Adidas são alguns dos símbolos desta abastardamento cultural que nos querem impôr como norma e como única via para um futuro que se apresenta cada vez mais incerto e cinzento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A riqueza que existe na coexistênica pacfica de uma miríade de culturas diferentes é a verdadeira essência de um Quinto Império que não será português, mas universal. O Quinto Império deverá acolher no seu seio um conjunto de nações diferentes e independentes, oriundas de diversos continentes e religiões. Neste aspecto, Portugal ser apenas o percursor de um Quinto Império cujo âmbito se estenderá a todo o planeta Terra, numa verdadeira e perfeita "União Mundial" almejada desde sempre por Alexandre Magno, César e Napoleão, com diversos graus de mérito e honra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O papel de percursor de Portugal advém da História de Portugal e da marca indelével que deixou no Mundo. Os países que ainda hoje usam o português como língua oficial estão particularmente bem posicionados para se colocarem como pioneiros desse movimento de unificação mundial que será o Quinto Império, única alternativa positiva ao processo neoliberal e ultraconservador que se oculta sob a designação "Globalização".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-112402828493223391?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/112402828493223391/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=112402828493223391' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112402828493223391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112402828493223391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2005/08/o-quinto-imprio-melting-pot.html' title='O Quinto Império: &quot;melting pot&quot;'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-112402819212294010</id><published>2005-08-14T15:02:00.001+01:00</published><updated>2005-08-14T15:03:12.126+01:00</updated><title type='text'>Da Viabilidade de Portugal como país independente</title><content type='html'>Portugal tem a ímpar qualidade de possuir um Futuro que em lugar de ser uma concretização egoísta de um qualquer objectivo nacional, como sucede com a maioria dos países europeus, é a promessa do cumprimento de um destino universal e pan-nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é verdadeiramente a razão pela qual Portugal não pára de se afundar, sem encontrar uma bóia onde se possa agarrar. Portugal está sem rumo, porque falta encontrar um Destino para Portugal, porque os nossos políticos estão desprovidos daquela qualidade que tínhamos em Quinhentos e que se chama de "Imaginação Criadora", uma qualidade que é particularmente rara nos norte europeus que são mais felizes na expressão prática de uma imaginação que radica na potência física dos germanos e na criatividade financeira dos Judeus que encontraram a Norte refúgio das perseguições católicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas em que difere Portugal e a Alma Portuguesa do resto da Europa? Em primeiro lugar há que distinguir na Europa os países que têm um coração messiânico daqueles que o não têm e é precisamente aqui que radica a grande diferença entre os países que são independentes por direito daqueles que o são por essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem todos os países europeus têm a mesma concepção de Independência e alguns deles apenas são actualmente independentes por acaso da História. A maioria dos pequenos países do norte e centro da Europa, como a Bélgica, o Luxemburgo, a Dinamarca, a Holanda e a divisão anómala dos países escandinavos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns países europeus têm contudo aquela partícula indefenível e essêncial que é a "alma". Por alma pretendo representar aquilo que os distingue dos seus vizinhos. Nesse sentido, "alma" é um conceito negativo, porque exprime apenas diferença e oposição. Mas existe um outro sentido, mais positivo, do conceito de Alma: a "Alma" é também a força emocional que um colectivo é capaz de exprimir em momentos de grande tensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A "alma" de um país resulta da conjugação concorrente de um conjunto de vectores de diversa natureza e que enunciaremos de uma forma muito breve nas linhas seguintes:&lt;br /&gt;a) uma religião comum:&lt;br /&gt;b) uma língua comum:&lt;br /&gt;c) uma única etnia ou uma etnia mesclada uniforme:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez reunidos estes três elementos estamos perante as condições mínimas para assistir à erupção de uma nacionalidade. Mas a erupçâo de um "estado nacional" é mais difícil e complexa. Nesta última o "acaso" e o "destino providencial" assumem um papel vital e esse Estado incipiente só se consolida depois de um ou vários episódios violentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Guerra de "libertação" ou de "independência" é determinante e indispensável para a eclosão de um Estado Nacional. Na verdade, quanto mais violento e sangrento fôr a "guerra fundadora" mais perene e viável será esse Estado, e quanto menos bélica fôr a "guerra fundadora" mais instável e autodestrutivo será esse Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se a paixão das armas e o sofrimento que estas provocam fossem necessários para cimentar um aglomerado de gentes e ideiais reunidos por incidentes fortuitos e pelos insondáveis designios da Mãe Natureza no mesmo local geográfico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando actualmente se assiste a expressões de reserva quanto à viabilidade de Portugal como país independente isso corresponde a um dos maiores absurdos que pode exalar uma boca humana. De todos os países europeus, Portugal é exactamente pelo contrário um dos Estados mais viáveis: com excepção do infeliz exemplo de Olivença as fronteiras nacionais estão consolidadas desde há mais de seiscentos anos. O território nacional forma um rectângulo quase perfeito  que coincide por um lado com esse elemento formativo que é o Oceano Atlântico e por outro com a gigantesca e opressiva "Espanha"/"Ibéria". Portugal tem  também uma única etnia e língua e está assim isento dos problemas estruturais de espanhóis, britânicos e belgas, entre outros. Do ponto de vista religioso, as raízes profundas da religiosidade portuguesa estão bem assentes num pano religioso pré-cristão, de matriz tripla, celta, sudibérica ou cónia e judaico-fenícia. Sobre esta matriz tripla foi deitado o vaso de azeite quente que foi o cristianismo que os portugueses beberam com tanta avidez, tanto que hoje por ele sentem fastio. Embora o cristianismo tenha permitido consolidar pela Fé o ardor combativo dos primeiros tempos da nacionalidade e da Expansão, levado ao extremo por mão de fanáticos arrastou o país até ao estado miserabundo onde hoje se encontra. Portugal teve igualmente a imensa sorte que foi a de ter mesmo a seu lado, um Império Castelhano falsamente designado de "Espanha" e que na sua voracidade ibérica tentou várias vezes engolir esta "Espanha". Como escreveu Agostinho da Silva, o grande milagre de Portugal foi o de ter conseguido manter-se independente numa Península Ibérica em que Castela anexou todas as outras nacionalidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal é assim um país viável, e até mais do que isso. Um país cuja viabilidade transcende o seu próprio solo nacional, tamanha é a missão que o Mundo espera que ele venha a cumprir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-112402819212294010?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/112402819212294010/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=112402819212294010' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112402819212294010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112402819212294010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2005/08/da-viabilidade-de-portugal-como-pas.html' title='Da Viabilidade de Portugal como país independente'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-112402815848418296</id><published>2005-08-14T15:02:00.000+01:00</published><updated>2005-08-14T15:02:38.486+01:00</updated><title type='text'>O "Quinto Império": perenidade</title><content type='html'>Todos os impérios históricos que tentaram impôr a sua cultura aos povos que dominaram pela força das armas falharam. Os seus impérios sobreviveram algumas gerações mas logo soçobraram perante vagas irresístiveis de invasores de além-fronteiras ou sob o peso de revoltas dos povos oprimidos. Esse foi o destino de Roma, do Império Britânico, do Império Napoleónico e até do Comunismo na sua versão ecunémico-soviética. Todos falharam porque acreditaram ser possível transformar o mundo (ou pelo menos a parte dele que ocupavam) à sua medida e imagem. Perante a imensidão e impossibilidade da tarefa, esgotaram-se tentando defender territórios demasiado extensos (como o Portugal do século XVI) ou não sabendo até que ponto podiam crescer de um modo sustentado (como sucedeu com Roma e com os britânicos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todos estes impérios "universais" - universais no sentido em que ocupavam a maioria do mundo conhecido - dois estiveram particularmente perto de se tornarem no mítico Quinto Império: O Império Romano e o fátuo Império Macedónico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-112402815848418296?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/112402815848418296/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=112402815848418296' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112402815848418296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112402815848418296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2005/08/o-quinto-imprio-perenidade.html' title='O &quot;Quinto Império&quot;: perenidade'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-112402812731585333</id><published>2005-08-14T15:01:00.000+01:00</published><updated>2005-08-14T15:02:07.316+01:00</updated><title type='text'>O Quinto Império: universalismo e multiculturalismo</title><content type='html'>O conceito de Quinto Império não radica o seu significado naquilo que simboliza a palavra latina "imperium", tida como símbolo da capacidade militar de impôr uma determinada vontade a um conjunto alargado de povos. Essa é a visão tardo-romana do destino de Roma, mas não é a do fundador do Império, Octavio/Augusto nem é a visão sobre a qual assenta a ideia de um "Quinto Império".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porquê, "Quinto"? Se haverá um Quinto Império, quais foram os quatro precedentes? Existem diversas listas, divergindo todas elas num ou noutro ponto. Uma das listas mais comuns seria esta: Assíria, Babilónia, Roma e Macedónia. Sendo judaica a primeira referência aos Quatro Impérios, a lista pressupõe naturalmente a aparição de um quinto, que seria judaico, naturalmente, e de âmbito universal. E foi precisamente aqui que se encontrava a semente para a sua não concretização. É que o conceito de "império universal" só é compatível com a noção de universalismo e multiculturalismo que os judeus - devido às suas constantes guerras de sobrevivência - não puderam conceber, sendo ainda hoje uma das culturas mais autocentradas e intolerantes que se conheçe. Não é concebível a existência de um império universal sem a existência de uma regra de tolerância e multiculturalismo, um vez que nenhum Estado ou Nação é capaz de reunir forças militares ou económicas suficientes e por tempo suficiente para suster um império universal. Foi esse o erro da maioria dos fundadores de impérios do passado, desde Roma a Átila, e desde Vitória a Bush. Confundir universalismo com predomínio do Um sobre Todos é arrastar o império para o seu reino das possibilidades perdidas. Foi esse o erro dos impérios do passado e será este o oposto prometido pelo Quinto Império de Bandarra, Vieira e Agostinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isto, o "Quinto Império" é tanto mais puro quanto menos português fôr. E tanto mais real, quanto maior fôr o espírito de tolerância e multiculturalismo, inatos, mas adormecidos no seio da Alma Portuguesa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-112402812731585333?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/112402812731585333/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=112402812731585333' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112402812731585333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112402812731585333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2005/08/o-quinto-imprio-universalismo-e_14.html' title='O Quinto Império: universalismo e multiculturalismo'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-112402805912365141</id><published>2005-08-14T15:00:00.000+01:00</published><updated>2005-08-14T16:50:34.880+01:00</updated><title type='text'>Portugal, país Europeu ou Atlântico?</title><content type='html'>A presença de Portugal na U.E. e a própria posição geográfica aparente do país na Europa poderia indicar que este era o seu lugar. Mas Portugal não é um país europeu. Pela sua geografia Portugal é em primeiro lugar um país Atlântico e só depois um país europeu. Os britânicos há muito que perceberam a diferença entre serem europeus ou atlânticos e a sua política externa e o seu próprio posicionamento na União reflecte bem essas diferenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os países europeus que nos habituámos a admirar e em relação aos quais sentimos frequentemente sentimentos injustificados de inferioridade, vivem em função da pertença a um "continente", a um massa de terra que lhes serve de área de expansão e conquista, e lhes impôs uma propensão doentia para as guerras fraticidas, mas também lhes deu as raízes para a Revolução Agrícola do Século XVII e para o desenvolvimento industrial do Século XIX. A alma europeia está assim claramente condicionada pela omnipresença do elemento "terra" e as aventuras maritimas de franceses e espanhóis são excepção e estão delimitadas em períodos históricos bem definidos e sempre transitórios. A alma dos Estados forma-se na época da sua fundação, e isso mesmo aconteceu com Portugal que definiu aquilo que é hoje a partir das escolhas que os seus fundadores da Primeira Dinastia fizeram. Se os fundadores optaram pela expansão para sul, para território muçulmano, em desfavor da corrente que defendia a expansão até à Galiza isso haveria de nos levar séculos depois ao reconhecimento marítimo da costa ocidental africana e, mais tarde, à Índia e ao Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A adesão de Portugal à Comunidade Europeia na década de oitenta foi descrita por alguns como um "regresso à Europa" cumprido depois de séculos de aventuras marítimas mas Portugal não poderia jamais regressar onde nunca esteve! Por muito que isso conviesse aos políticos que colocaram Portugal num caminho que lhe é antinatural, Portugal apenas é europeu por casualidade geográfica e a sua alma está bem mais longe, algures no Oceano Atlântico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a História de Portugal usou sempre o Atlântico como vector. Foi pelo Atlântico que Portugal cumpriu o seu destino nos Descobrimentos - o único período da História em que Portugal foi realmente Portugal e não uma Sombra de si mesmo - e será no Atlântico que se cumprirá o verdadeiro destino de Portugal: o Quinto Império.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-112402805912365141?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/112402805912365141/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=112402805912365141' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112402805912365141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112402805912365141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2005/08/portugal-pas-europeu-ou-atlntico.html' title='Portugal, país Europeu ou Atlântico?'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15416086.post-112402756776947768</id><published>2005-08-14T14:50:00.000+01:00</published><updated>2005-08-14T14:52:47.773+01:00</updated><title type='text'>Portugal e os Europeus</title><content type='html'>Pouco têm os portugueses a ver com os europeus do centro e norte. Enquanto que as matrizes norte europeias são bárbaras e germânicas, os europeus do sul encontram no latinismo tardio o Império Romano do Ocidente as suas raízes fundamentais. Os invasores bárbaros do norte e do leste tudo fizeram para conquistar, imitar e reeditar o Império que tinham  abatido mas sempre de uma forma parcial ou até mesmo patética. Esse foi o objectivo de governantes como Carlos Magno, Napoleão e até Adolf Hitler. É como se esses povos herdeiros dos bárbaros que destruíram o Império transportassem em si o remorso da mais perfeita forma de governo jamais inventada - o Império Romano de Augusto - e para acalmar essa inquietude tentassem reinventar essa forma semi-mítica de governo nos incompletos e fátuos Império Carolíngio, Império Napoleónico e III Reich. Se esses impérios foram cruéis foram-no porque viviam sob o jugo de se saberem cópias imperfeitas de um modelo muito superior, o romano. A própria iconografia adoptada pelos impérios bárbaros imitava patéticamente a de Roma com as águias imperiais dos nazis, a coroação em Roma do imperador Napoleão Bonaparte e o revivalismo do latim sob Carlos Magno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se estes povos germânicos do norte que hoje formam o coração étnico dos países mais influentes da União Europeia, a mais recente tentativa de ressuscitar o Império Romano: a União Europeia. À semelhança das tentativas anteriores, também esta há-de falhar porque lhe falta alma e substrato. Estes, contudo, sobrevivem ainda na região onde a presença romana foi mais intensa e duradoura: o sul da Europa, e sobretudo em Portugal, nas Espanhas e na Itália. É exactamente neste contexto que se insere o mito do "Quinto Império".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15416086-112402756776947768?l=movv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movv.blogspot.com/feeds/112402756776947768/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15416086&amp;postID=112402756776947768' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112402756776947768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15416086/posts/default/112402756776947768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movv.blogspot.com/2005/08/portugal-e-os-europeus.html' title='Portugal e os Europeus'/><author><name>Clavis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://a.wordpress.com/avatar/ogrunho-48.jpg?1185035142'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
